Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

Paralisação dos trabalhadores em educação pressiona pela aplicação do piso salarial

Sexta, 19 de Agosto de 2011 às 08:59, por: CdB

(1’52” / 436 Kb)  – Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul fazem paralisação nesta sexta-feira (19). Eles exigem a aplicação do piso salarial nacional e dos planos de carreira. O governador do estado, Tarso Genro (PT), é criticado pelos trabalhadores, como afirma a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do estado (CPERS) , Rejane Oliveira.

“A nossa paralisação tem como palavra de ordem ‘Tarso: pague o piso ou a educação para’. Nós entendemos que a lei do piso foi uma conquista dos trabalhadores em educação de todo o país. É lei, foi sancionada e aprovada. É obrigação dos governantes cumprirem essa legislação”.

Segundo a sindicalista, o governo gaúcho em seu discurso eleitoral defendeu a aplicação do piso. Porém, nesta semana, informou ao Sindicato que somente irá se posicionar sobre o assunto após a publicação do acórdão (decisão) do Supremo Tribunal Federal.

“O governo muda o discurso, tenta enganar a categoria, no sentido de que não está pagando o piso em função do acórdão, quando nós sabemos que só depende da posição política do governo e da vontade política de pagar o piso nacional”.

O vencimento básico da categoria é de R$ 395, para 20h semanais. Os trabalhadores pedem a aplicação do piso, primeiramente, e depois irão negociar o valor com o governo. A lei federal instituiu o piso de R$ 1.187, já a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende o valor de R$ 1.597. A adesão ao movimento é de 70% em todo o estado.

No mesmo dia, é lançado o “Movimento em Defesa da Educação Pública” no Rio Grande do Sul, em evento organizado pelo Sindicato na cidade de Porto Alegre (no ginásio do Gigantinho, às 17h).

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

19/08/11

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