Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Paraíba também tem casos de sarampo

Exames preliminares identificaram 11 casos de sarampo em João Pessoa e na região metropolitana da capital, segundo a Secretaria de Saúde da Paraíba. É o terceiro Estado a registrar casos suspeitos da doença neste ano. Para evitar surtos da doença, o Ministério da Saúde recomenda intensificar a vacinação

Sexta, 17 de Setembro de 2010 às 08:28, por: CdB

Exames preliminares identificaram 11 casos de sarampo em João Pessoa e na região metropolitana da capital, segundo a Secretaria de Saúde da Paraíba. É o terceiro Estado a registrar casos suspeitos da doença neste ano. O primeiro caso – uma criança de 3 anos de idade – foi registrado no dia 8 deste mês. As autoridades estaduais e o Ministério da Saúde aguardam o resultado de amostras analisadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, laboratório de referência nacional para sarampo, para confirmação ou não do diagnóstico. Segundo o ministério, estão sendo investigadas outras doenças, como dengue e rubéola, que apresentam sintomas semelhantes aos do sarampo. De acordo com a secretaria estadual, foram identificados 19 casos suspeitos – sendo que, em 11 deles, o laboratório local encontrou o vírus; cinco permanecem em análise e três foram descartados. A origem da infecção, ou seja, como as pessoas contraíram a doença, também está sob investigação. O Ministério da Saúde informa que a circulação do vírus dentro do Brasil não ocorre desde 2000 e que os casos confirmados, desde então, foram importados de outros países. Já em 2006, foram registrados 57 casos na Bahia, porém não foi identificada a fonte primária da infecção, segundo o ministério. Antes do registro dos casos na Paraíba, haviam sido identificados, neste ano, dois casos de sarampo no Rio Grande do Sul, originários da Argentina, e três no Pará. O sarampo é uma doença contagiosa que se propaga no ar por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Os primeiros sintomas são: febre, tosse, catarro, conjuntivite e fotofobia (intolerância à luz). Depois, ocorre prostração (falta de energia e abatimento extremo) e o aparecimento de manchas avermelhadas na pele. Para evitar surtos da doença, o Ministério da Saúde recomenda intensificar a vacinação. A primeira dose pode ser aplicada nos bebês de 1 ano de idade e o reforço entre 4 a 6 anos de idade. As mulheres até 49 anos e os homens até 39 anos também devem tomar a vacina, mesmo que tenham contraído a doença anteriormente. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde. A dose é indicada para quem for viajar para o Japão, a Alemanha, a África e a Ásia, onde há registros da doença. O governo da Paraíba já iniciou a busca por outros casos suspeitos entre a população na faixa etária de 1 a 49 anos de idade. Em nota técnica, o ministério alerta para a necessidade de adoção imediata de ações de vigilância na capital do Estado, por ser um destino muito procurado por turistas estrangeiros.

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