Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2026

Parada GLBT denuncia homofobia, machismo e racismo do brasileiro

"Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia" é o lema dos 3 milhões de manifestantes da 11ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Transexuais), na Avenida Paulista. "Queremos chamar a sociedade para discutir a questão do machismo, do racismo e da homofobia, tratando de colocar que os GLBTs também são negros, mulheres e sofrem duplo preconceito", afirma o presidente da Associação da Parada GLBT, Nelson Matias Pereira. (Leia Mais)

Domingo, 10 de Junho de 2007 às 11:19, por: CdB

"Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia" é o lema dos 3 milhões de manifestantes da 11ª Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Transexuais), na Avenida Paulista.

- Queremos chamar a sociedade para discutir a questão do machismo, do racismo e da homofobia, tratando de colocar que os GLBTs também são negros, mulheres e sofrem duplo preconceito - afirma o presidente da Associação da Parada GLBT, Nelson Matias Pereira.

- Por mais que nós pensemos que as pessoas mudaram, ainda há racismo e machismo cordial no Brasil.

Além da associação da homofobia com o racismo e o machismo, a Parada vai lembrar os temas de outros anos, como a falta de políticas públicas para homossexuais e a necessidade do Congresso Nacional criar leis específicas.

Para avaliar o nível da discriminação contra os homossexuais, a Associação realizou ano passado uma pesquisa que deve ser repetida neste ano. A intenção é fazer um mapeamento da parada, para saber a origem das pessoas e o perfil político e socioeconômico.

De acordo com Pereira, no ano passado foram entrevistadas 2 mil pessoas e desse total, 60% já haviam sofrido algum preconceito ou violência. "O mais estarrecedor é que pela primeira vez eles estavam contando isso a alguém", disse.

Em 11 anos de Parada GLTB, poucas conquistas de direitos

Desde 1996, quando ocorreu a primeira Parada do Orgulho GLBT não ocorreram muitos avanços na luta pelos direitos de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transgêneros e transexuais.

- A Parada nos deu visibilidade, chamou a atenção para essa questão, mas não trouxe nada de concreto - avalia o presidente da Associação da Parada GLBT, Nelson Matias Pereira.

Nelson lamenta que, apesar de 30 projetos sobre o tema estarem no Congresso, nenhum foi aprovado.

- Como a que criminaliza a homofobia e que está há anos no Senado, ou a lei que permite a união civil de homossexuais que há 12 anos está tramitando - afirma.

As poucas conquistas, segundo Nelson, foram casos pessoais, como permitir que alguns casais homessexuais adotem crianças.

- Mesmo que se ganhe direitos significativos, eles não abrangem a comunidade como um todo. Nós precisamos lutar muito, ainda. Precisamos conscientizar o Congresso e eleger parlamentares GLBT, para que possam de fato colocar questões pertinentes à pauta do dia.

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