Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Para Viegas, desarmamento no Haiti será lento

Sexta, 09 de Julho de 2004 às 00:34, por: CdB

O ministro da Defesa, José Viegas, avaliou, na última quinta-feira, em Porto Príncipe, que a Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) precisará de certo tempo para desarmar os haitianos.

- Temos consciência de que o desarmamento é uma parte importante e concreta da missão da Minustah, mas não pode ocorrer de modo isolado e deve ter o apoio da Polícia Nacional haitiana - disse Viegas.

O Brasil, com 1.200 soldados, é o país com o maior número de homens na Minustah, que é chefiada pelo general brasileiro Augusto Heleno.

- A criação de um ambiente seguro deve ser encarada como um esforço coletivo internacional para melhorar as condições de vida da população haitiana - destacou Viegas.

Viegas visita o Haiti acompanhado dos ministros da Defesa de Chile e Uruguai, Michelle Bachelet e Yamandú Fau, que também contribuem com um importante contingente militar para a Minustah. O ministro brasileiro se reuniu com líderes políticos haitianos, inclusive o premier Gérard Latortue, e visitou as tropas brasileiras estacionadas em Porto Príncipe.

Viegas também conversou com o coordenador da ONU no Haiti e responsável pela Minustha, Adama Guindo, e com o general Augusto Heleno, comandante dos boinas azuis no país. O secretário brasileiro de Direitos Humanos, Nilmario Miranda, também integra a delegação e se reuniu com responsáveis haitianos ligados à defesa dos direitos humanos e à sociedade civil.

A missão militar da ONU substituiu em 1º de junho a força de segurança multinacional enviada ao Haiti sob o comando dos Estados Unidos, após a saída do presidente Jean Bertrand Aristide. Até agosto, a Minustha deverá contar com 6.700 militares, 1.622 policiais e 900 funcionários civis.
 

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