Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 2026

Para Viana governo terá que ser humilde para negociar aprovação da CPMF com oposição

Segunda, 17 de Setembro de 2007 às 16:13, por: CdB

O primeiro vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse nesta segunda-feira que o governo federal "terá que ter humildade" para negociar com a oposição a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da CPMF, se quiser aprová-la na Casa. O senador considera que apenas os votos da base do governo são insuficientes para garantir a prorrogação da contribuição até 2011.

Na terça-feira, os partidos da base governista discutem como serão conduzidos os trabalhos na Casa depois do arquivamento do pedido de cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros. A preocupação, segundo Tião Viana, é que a determinação do Democratas e do PSDB de obstruírem as votações enquanto Renan estiver na presidência inviabilize votações importantes como a prorrogação da CPMF.

Tião Viana não acredita que os debates sobre a CPMF esfriarão os processos de investigação a serem conduzidos pelo Conselho de Ética.
 
— A crise está em plena ebulição, de jeito nenhum —, disse ao ser indagado sobre a possibilidade. 

Estão no Conselho de Ética outras duas representações contra o presidente do Senado: a que trata de uma suposta ingerência junto a órgãos federais para beneficiar a cervejaria Schincariol e outra de que teria utilizado "laranjas" para comprar veículos de comunicação em Alagoas.
 
Na semana passada, em viagem ao exterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que assim que chegasse ao Brasil teria uma conversa com Renan Calheiros para discutir a votação de matérias importantes para o governo, entre elas a CPMF. Perguntado sobre o assunto, Tião Viana disse apenas que a conversa deve ser uma "reflexão" do momento político vivido pela Casa e a necessidade de se aprovar a CPMF.

— Eu não posso prever qual a conduta que o presidente Lula terá com Renan Calheiros. O que eu acredito é que o diálogo entre os dois imporá uma reflexão sobre a gravidade da situação que vive o Senado, a necessidade de 49 votos para aprovar a CPMF e ao mesmo tempo a responsabilidade que eles têm em preservar e valorizar a base do governo que envolve, também, a figura do senador Renan —, afirmou o primeiro vice-presidente do Senado.

Tags:
Edições digital e impressa