O vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Tiago Ventura, afirmou que concorda com a realização do exame de ordem, mas acredita que não cabe à OAB definir quem deve e quem não deve exercer a profissão de advogado. “Essa atribuição, em nossa opinião, cabe ao Ministério da Educação”, disse.
Ventura questionou o alto custo das inscrições para os exames de ordem (cerca de R$ 200) e criticou a baixa qualidade do ensino oferecido por algumas instituições, principalmente privadas. “Existem casos de pessoas que fazem a prova duas, três, quatro vezes até conseguirem ser aprovadas e terem direito à carteirinha, sem a qual não são consideradas advogadas”, exemplificou.
O estudante, que participa de audiência pública da Comissão de Educação e Cultura para discutir o tema, lembrou que a exigência desse tipo de prova só existe para os advogados. “Em todos os outros cursos, o aluno completa a faculdade e já pode trabalhar”, afirmou.
Tempo real:11:34 - Movimento de bacharéis em Direito defende o fim do exame de ordem09:08 - Educação discute hoje obrigatoriedade do exame da OABÍntegra da proposta:PL-1284/2011Reportagem – Murilo SouzaEdição – Juliano Pires