Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Para Tarso, não há irregularidade no pedido do Conselho de Ética para PF analisar documentos

Terça, 03 de Julho de 2007 às 13:37, por: CdB

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta terça-feira que não vê irregularidades no fato de o Conselho de Ética do Senado ter requisitado à Polícia Federal perícia de documentos apresentados pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), sem que o procedimento fosse aprovado pela Mesa Diretora. Esse argumento foi um dos utilizados pelo presidente do Conselho de Ética para devolver, na segunda-feira, o processo à Mesa Diretora.

— Não, não houve, do nosso ponto de vista não houve irregularidade nenhuma, apenas um pedido de apoio, uma requisição formal. Da nossa parte não há nenhum problema em relação a isso —, afirmou Tarso, em entrevista à imprensa.

Nesta segunda-feira, o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), devolveu o processo por quebra decoro parlamentar contra Renan Calheiros à Mesa Diretora, com base no resultado de uma análise da consultoria jurídica do Senado. Segundo o parecer jurídico, uma das irregularidades constatadas na tramitação do processo foi a realização de perícia pela PF, sem ter sido aprovada pela Mesa Diretora do Senado. 

Para Tarso Genro, “se for avaliado pela própria comissão ou pela Justiça [a existência de irregularidades], aí é outro problema”. O ministro disse ainda que não se opõe a esse tipo de requisição.

— Nós não nos opomos a esse tipo de relação já que há ali um Poder que tem o direito de fazer determinadas requisições, pedir auxílio à Polícia, ao poder de Polícia que é do Estado —, disse.

A representação do P-Sol pede esclarecimentos do presidente do Senado, acusado de receber do funcionário da empresa Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, recursos para o pagamento de contas pessoais - uma pensão informal de R$ 12 mil à jornalista Mônica Veloso, com quem Renan Calheiros tem uma filha.

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