A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve encontrar dificuldades para ser aprovada no Senado, onde chega ainda nesta quarta-feira depois de ter sido aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados.
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que, do jeito que foi aprovada na Câmara, com a manutenção da alíquota em 0,38%, dificilmente a proposta passará no Senado.
— Sem modificar a alíquota, é impossível negociação —, disse o senador.
Para ele, hoje, a grande maioria do Senado parece ser contra a aprovação da PEC do jeito que veio da Câmara.
— Aprovação, simplesmente, acho quase impossível —, afirma.
Segundo o senador, a crise enfrentada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não deve dificultar ainda mais a votação da matéria.
— Essa coisa do Renan Calheiros daqui para os próximos dias vai se resolver. A colocação de Jefferson Péres [PDT-AM] na relatoria já dá uma sinalização de que o Senado está entrando nos eixos —, afirmou Tasso.
Nesta quarta-feira, o senador Jefferson Péres foi escolhido relator da terceira representação contra Renan, que investiga se ele usou laranjas para comprar veículos de comunicação em Alagoas.
O senador Delcídio Amaral (PT-MS), apesar de ser da base do governo, afirmou que é preciso propor alternativas para a aprovação da CPMF na Casa.
— A redução de alíquota, por exemplo —, disse.
Delcídio Amaral considera "temerário" qualquer prognóstico a respeito da CPMF no Senado. Mesmo assim, lembrou que o governo não pode abrir mão dos R$ 38 bilhões arrecadados anualmente com a contribuição.
— A melhor saída é dialogar e ter muita paciência nas próximas semanas —, afirmou.
Para senadores é difícil aprovar sem modificações proposta que prorroga CPMF
Quarta, 10 de Outubro de 2007 às 13:17, por: CdB