Rio de Janeiro, 22 de Fevereiro de 2026

Para senadores é difícil aprovar sem modificações proposta que prorroga CPMF

Quarta, 10 de Outubro de 2007 às 13:17, por: CdB

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve encontrar dificuldades para ser aprovada no Senado, onde chega ainda nesta quarta-feira depois de ter sido aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados.

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que, do jeito que foi aprovada na Câmara, com a manutenção da alíquota em 0,38%, dificilmente a proposta passará no Senado.

— Sem modificar a alíquota, é impossível negociação —, disse o senador.

Para ele, hoje, a grande maioria do Senado parece ser contra a aprovação da PEC do jeito que veio da Câmara.

— Aprovação, simplesmente, acho quase impossível —, afirma.

Segundo o senador, a crise enfrentada pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não deve dificultar ainda mais a votação da matéria.

— Essa coisa do Renan Calheiros daqui para os próximos dias vai se resolver. A colocação de Jefferson Péres [PDT-AM] na relatoria já dá uma sinalização de que o Senado está entrando nos eixos —, afirmou Tasso.

Nesta quarta-feira, o senador Jefferson Péres foi escolhido relator da terceira representação contra Renan, que investiga se ele usou laranjas para comprar veículos de comunicação em Alagoas.

 O senador Delcídio Amaral (PT-MS), apesar de ser da base do governo, afirmou que é preciso propor alternativas para a aprovação da CPMF na Casa.

— A redução de alíquota, por exemplo —, disse.

Delcídio Amaral considera "temerário" qualquer prognóstico a respeito da CPMF no Senado. Mesmo assim, lembrou que o governo não pode abrir mão dos R$ 38 bilhões arrecadados anualmente com a contribuição.
 
— A melhor saída é dialogar e ter muita paciência nas próximas semanas —, afirmou.

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