O secretário de Educação de Goiás e representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Thiago Peixoto, reclamou há pouco da distribuição dos gastos públicos em educação. Segundo ele, hoje 41,2% das aplicações diretas na área são responsabilidade dos estados, 39,1%, dos municípios e 19,7%, da União. “Qualquer avanço em termos de financiamento da educação deve prever maiores investimentos por parte da União”, disse.
“Hoje, os estados e municípios se sentem um pouco sacrificados, já que se editam leis que não consideram as fontes dos recursos necessários. Na maioria das vezes, o peso acaba caindo nesses entes”, completou.
Thiago Peixoto participa de audiência pública sobre as políticas de financiamento da educação, que ocorre no plenário 10. O encontro é promovido pela comissão especial destinada a analista a proposta do Executivo que cria o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), com metas do setor para os próximos dez anos.
Segundo Thiago Peixoto, o PNE deveria prever a distribuição, entre os entes federados, da responsabilidade pelos gastos necessários para o cumprimento de cada uma de suas metas. “Isso tornaria o plano um documento executável, não apenas uma carta de intenções”, disse.
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Tempo real:15:38 - Investir em educação traz benefício à economia, diz IpeaReportagem - Carolina PompeuEdição - Daniella Cronemberger