Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Para Sarney, PMDB e PT dificilmente se unirão em alguns Estados

Na mesma linha de raciocínio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líderes do PMDB também consideram que dificilmente o partido e o PT, apesar de aliados, seguirão juntos em alguns Estados, para concorrer às eleições do ano que vem. É o caso do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), um dos principais aliados do presidente e defensor da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.(Leia Mais)

Terça, 24 de Novembro de 2009 às 09:57, por: CdB

Na mesma linha de raciocínio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líderes do PMDB também consideram que dificilmente o partido e o PT, apesar de aliados, seguirão juntos em alguns Estados, para concorrer às eleições do ano que vem. É o caso do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), um dos principais aliados do presidente e defensor da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Para Sarney, as diferentes realidades políticas nos Estados dificultam a possibilidade de aliança entre PT e PMDB e, por consequência, um palanque único para eventual campanha presidencial de Dilma. O parlamentar qualificou de “fenômeno natural” as divergências entre partidos que compõem alianças nacionais.

– Eu acho que o Brasil é muito grande, as realidades políticas nos Estados são muito diferentes umas das outras – destacou José Sarney.

No domingo, Lula reconheceu que dois palanques de partidos de sua base nos Estados podem dificultar Dilma Rousseff. Segundo ele, é sempre difícil para um candidato a presidente fazer uma campanha nessas circunstâncias.

– Parece fácil colocar no papel, mas na prática não tem como fazer dois discursos para dois candidatos diferentes – afirmou o presidente após votar, pela manhã, na eleição do novo diretório nacional do PT, em Brasília. Lula acrescentou que por mais que oriente sua base a permanecer coesa, nos Estados, sempre há divergências, o que prejudica qualquer possibilidade de acordo.

Mercosul

A base do governo e o próprio presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), descartaram qualquer possibilidade de votar nesta terça-feira o acordo de adesão da Venezuela ao Mercosul. Sarney afirmou que, apesar do acordo firmado com os líderes partidários para a matéria entrar na pauta do plenário nesta semana, alguns parlamentares sequer estão em Brasília – o que dificulta a apreciação da matéria.

O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), também não vê qualquer possibilidade de apreciação da matéria nesta terça-feira. O baixo número de parlamentares torna arriscada a apreciação do protocolo. A matéria foi aprovada na Comissão de Relações Exteriores (CRE) em 29 de outubro.

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