Deputados da CPI do Apagão Aéreo ouviram nesta terça-feira todo o áudio gravado na cabine do Airbus 320, prefixo PR-MBK, que não conseguiu frear e colidiu contra um prédio da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando 199 pessoas no dia 17 de julho.
Segundo o relator da Comissão, deputado Marco Maia (PT-RS), o áudio da caixa preta demonstra que o piloto Kleyber Aguiar Lima, e o co-piloto, Henrique Stephanini di Sacco, estavam atentos ao trabalho e não demonstraram nenhuma distração. Para ele, isso reforça a tese de que houve falha na aeronave, não humana.
— Escutando a caixa preta, a conclusão é que os pilotos tinham uma consciência situacional muito alta sobre o que eles estavam fazendo e realizando. Eles estavam ligados nos procedimentos realizados para o pouso, ligados nos equipamentos —, disse Maia.
O relator e a comitiva de deputados da CPI ouviram o áudio no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), da Aeronáutica.
Apesar de reforçar a convicção, o deputado afirmou que o conteúdo não é fundamental para as investigações do acidente.
— Os primeiros 20 minutos não acrescentam nada ao processo de investigação. São conversas com a torre, informações sobre meteorologia ou outras informações sobre o pouso —, afirmou.
O relator voltou a afirmar que os últimos minutos da gravação são os mais relevantes, e mostram que os dois pilotos sabiam que o avião estava apenas com um reverso funcionando e tinham consciência de que a pista de Congonhas estava escorregadia, por alerta da torre do aeroporto.
— É muito triste e dramático os últimos segundos da gravação porque aparecem vários gritos e sons que dão conta do desespero das pessoas que estavam na cabine do avião se aproximando do prédio sem poder fazer nada —, disse Maia.
Para relator caixa preta da TAM reforça tese de falha no avião
Terça, 04 de Setembro de 2007 às 15:09, por: CdB