Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Para Putin, eleição russa foi legítima e sinal de força

Segunda, 03 de Dezembro de 2007 às 19:34, por: CdB

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que as eleições parlamentares de domingo foram legítimas e um sinal do crescimento da força econômica e política do país.
Putin descreveu o pleito como um "bom exemplo de estabilidade política doméstica".

— O sentimento de responsabilidade de nossos cidadãos é a mais importante indicação de que nosso país está se fortalecendo, não apenas economicamente e socialmente, mas também politicamente —, disse.

De acordo com o líder russo, a quantidade de pessoas que votou e será representada no Parlamento é maior do que na última legislatura, o que dá peso ao processo eleitoral.

— Sem dúvida, a legitimidade do Parlamento russo cresceu —, disse o presidente.

— Se a Duma (câmara baixa do Parlamento russo) anterior, em sua quarta legislatura, recebeu o apoio de 70% dos eleitores, a Duma atual tem o respaldo de 90% dos eleitores, porque apenas 10% dos eleitores votaram em partidos que não obtiveram cadeiras no Parlamento —, acrescentou.

Manifestação

Cerca de dez mil membros de um grupo de jovens que apóia o presidente, o Nashi, saíram às ruas de Moscou nesta segunda-feira para celebrar a vitória do principal partido pró-Putin, o Rússia Unida.

Com 98% dos votos contados, o Rússia Unida recebeu cerca de 64% do total. O Partido Comunista da Federação Russa deve compor a segunda força do Parlamento e ser a única fonte de oposição ao governo na Duma, ao receber pouco mais de 11% dos votos.

Dois partidos pró-Kremlin, o Rússia Justa e o Partido Liberal Democrático da Rússia, também conquistaram vagas no Parlamento, com mais de 7% dos votos – o patamar mínimo previsto pela legislação eleitoral.

Mas a oposição russa e a comunidade internacional manifestaram preocupação em relação à eleição – que foi definida por um dos líderes da oposição, Gary Kasparov, como a "mais suja" da história do país.

Aliados políticos de Putin se uniram ao presidente em defesa da eleição e de sua lisura. Um membro recém-eleito do Parlamento pelo Rússia Unida, Sergei Markov, disse que é "tecnicamente impossível" que estudantes tenham sido pressionados a votar no partido dele, como alguns deles alegaram.

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