Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Para minsitro, Brasil está preparado para turbulências internacionais

Quinta, 17 de Janeiro de 2008 às 15:19, por: CdB

A economia brasileira está preparada para enfrentar turbulências internacionais, afirmou nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

— Continuaremos a ter alguma turbulência neste semestre, mas a economia brasileira está sólida. O que temos de fazer é manter os fundamentos da economia sólidos —, avaliou.

Em relação à queda nas bolsas de valores do mundo inteiro provocada pelo temor de recessão na economia norte-americana, Mantega negou que esteja ocorrendo fuga de capital do país.

— O que está havendo é um movimento natural de capitais do mundo todo. Todas as bolsas estão caindo e essas perdas já eram esperadas. Talvez sejam um pouquinho maiores do que se previa, mas já se sabia que seriam realizadas —, argumentou.

Segundo o ministro, o que tem de ser levado em conta é o conjunto dos investimentos, não apenas as aplicações financeiras.

— No ano passado, o país recebeu mais de US$ 20 bilhões em investimentos estrangeiros —, destacou.

Para que a economia brasileira resista às turbulências internacionais, o ministro ressalta que, acima de tudo, é preciso ater-se ao equilíbrio fiscal.

— Temos de manter os cortes [de R$ 20 bilhões] anunciados no orçamento —, destacou.

Em segundo lugar, de acordo com Mantega, é preciso conservar a inflação sob controle.

— Entre os países emergentes, o Brasil tem a menor inflação —, destacou. Em 2007, o IPCA, índice oficial de inflação do governo, fechou em 4,46%, no maior nível dos últimos cinco anos, por causa de altas nos preços dos alimentos.

O ministro disse também que o país precisa manter a vulnerabilidade externa em níveis baixos (com elevadas exportações e grande volumes de investimentos estrangeiros diretos – que geram emprego). Além disso, ressaltou, é necessário que o país continue a crescer “robustamente”.

— A economia cresceu 5,3% em 2007. A expectativa para 2008 é de 5%, mas pode variar um pouco para mais ou para menos dependendo do cenário internacional —, destacou.

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