Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Para ministro, parceria com Correios vai aumentar alcance de serviços prestados pelo Banco do Brasil

Terça, 31 de Maio de 2011 às 10:56, por: CdB

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (31) que a vitória do Banco do Brasil no leilão dos Correios para administrar o Banco Postal vai ter como consequências a ampliação e a maior interiorização dos serviços oferecidos pelo banco.“Isso é importante para atingir o público de baixa renda que tem vontade de ter conta [corrente ou poupança em uma instituição financeira] e não consegue”.

O Banco do Brasil venceu a licitação do Banco Postal com uma oferta de R$ 2,3 bilhões, após disputar o serviço com o atual correspondente bancário, o Bradesco (cujo contrato com os Correios expira no fim do ano), a Caixa Econômica Federal e o Itaú. O Banco Postal oferece serviços bancários básicos ao público nas agências dos Correios em todo o país.

Paulo Bernardo disse que o público de baixa renda é importante para os bancos, mas é difícil montar agências em algumas cidades do interior ou em comunidades de baixa renda. A parceria com os Correios, segundo ele, viabiliza essa ampliação do atendimento bancário. Das cerca de 11 milhões de contas abertas no Banco Postal desde 2001, quase 80% são de clientes com renda de, no máximo, 1 salário mínimo.

Além de oferecer os serviços bancários nas agências próprias dos Correios, o Banco do Brasil vai poder utilizar também as agências franqueadas, mediante pagamento de R$ 200 milhões. O ministro disse que a presidenta Dilma Rousseff ficou surpresa com o resultado da licitação, pois acreditava que o Bradesco cobriria qualquer proposta para permanecer como correspondente bancário dos Correios, mas ficou satisfeita com a vitória do Banco do Brasil.

Na avaliação do ministro, o resultado do leilão do Banco Postal mostra o peso de mercado que tem uma parceria com os Correios. “A empresa é uma joia que tem que ser muito bem cuidada. Teve problemas de gestão - e ainda temos - e precismos resolver problemas de funcionários, de transporte aéreo e a pontualidade na prestação de serviços”.

Edição: Vinicius Doria

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