Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Para Mesa do Senado Conselho de Ética deve apurar denúncias contra Roriz

Quarta, 04 de Julho de 2007 às 13:18, por: CdB

O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) participou do início da reunião da Mesa Diretora do Senado que analisava admissibilidade de representação do P-SOL contra o parlamentar por quebra de decoro. Roriz disse que apresentou documentos em sua defesa e, questionado se havia pedido renúncia do cargo, disse que não.

A Mesa Diretora do Senado decidiu por unanimidade considerar admissível a representação do P-SOL e, portanto, encaminhou o processo ao Conselho de Ética. Agora, caberá ao presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), notificar Roriz assim que o colegiado receber a representação.

O senador Papaléo Paes (PSDB-AP), integrante da Mesa, disse que a decisão não foi tomada em cima dos documentos apresentadores por Roriz.

— Me parece que ele esperava que a Mesa ouvisse as argumentações e tomasse uma decisão em cima do que ele disse. Mas não tomamos decisão em cima das argumentações dele. Nossa decisão é em cima de se aquela denúncia preenche todos os requisitos regimentais para ser encaminhada ao Conselho de Ética —, afirmou.

Ele acrescentou que o fato de o processo ter ido ao colegiado não representa que Roriz seja culpado das acusações, "mas que deve o assunto referenciado ser apurado". 

O 1º secretário Efraim Morais (DEM-PB) disse que, no entendimento da Mesa, um parlamentar tem até a notificação do Conselho de Ética para renunciar ao cargo e não correr o risco de perder os direitos políticos por oito anos.

Roriz foi acusado de participar da partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília Tarcísio Franklin de Moura. Gravações feitas pela Polícia Civil, com autorização judicial e divulgadas em junho, mostravam diálogos entre Roriz e o ex-presidente do banco em que combinavam o local de entrega do dinheiro. No mesmo dia, teria ocorrido uma operação de saque no BRB de mesmo valor em nome do empresário Nenê Constantino de Oliveira.

Segundo Roriz, a operação financeira foi um empréstimo feito junto ao empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho Administrativo da empresas Gol Linhas Aéreas, no valor de R$ 300 mil. Desse total, R$ 271.320 teriam sido usados para o pagamento de uma bezerra adquirida da Associação de Ensino de Marília.

Em nota, ele afirmou que Nenê Constantino teria condicionado o empréstimo ao resgate do cheque emitido pela Agrícola Xingu S/A, no valor de R$ 2.231.155,60, para viabilizar a operação. Desta forma, o empresário teria recebido em espécie R$ 1.931.155. Roriz disse que o restante do empréstimo - R$ 28.680 - foi repassado "ao amigo" Benjamim Roriz, que estaria "com problemas de saúde na família".

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