PT e PMDB estão em crise. O problema que ronda dois dos principais partidos da base aliada aconteceu depois que o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) não compareceu ao plenário para votar a indicação de Luiz Antônio Pagot para a direção do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), na quarta-feira.
O grupo do senador Renan Calheiros interpretou a atuação de Mercadante como uma declaração de rompimento e vai além: dissemina a informação de que o petista coordenou uma retirada do plenário 'simbólica' para demonstrar que o Senado não vai funcionar enquanto ele se mantiver à frente dos trabalhos. Nenhuma matéria foi votada nesta semana, nem mesmo a indicação de autoridades, que encabeçam a pauta de votações. Enquanto isso, cinco medidas provisórias trancam a pauta e o caminho para que a CPMF seja votada fica cada vez mais tortuoso.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) negou veementemente que tenha saído do plenário com o objetivo de se aliar à obstrução oposicionista.
— O que agrava a situação é a crise do mandato do Renan e a presença dele na presidência. Isso é cortina de fumaça —, disparou Mercadante.
Numa reunião na noite de quarta-feira, o grupo de Renan Calheiros avaliaram se Mercadante não está sozinho dentro do PT na tática de mostrar ao presidente do Senado que sua posição é frágil. O foco seria facilitar a vida do governo na hora de negociar a aprovação da CPMF com os partidos de oposição.
Para Mercadante 'o que piora a crise é o mandato do Renan'
Quinta, 20 de Setembro de 2007 às 18:38, por: CdB