O presidente da Câmara faz balanço positivo dos primeiros seis meses de trabalho da Legislatura e afirma que é normal haver atritos entre o Executivo e o Legislativo
Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual
Publicado em 14/07/2011, 16:05
Última atualização às 16:05
TweetO presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia: semestre positivo na relação com Dilma (Foto: Renato Araújo/ABr)
São Paulo - O balanço semestral dos trabalhos do Executivo e Legislativo feito pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), é positivo. Um dos destaques apresentados pelo parlamentar é o fato de a presidenta Dilma Rousseff ter percebido que também é responsável pela articulação política. Maia ressaltou a tomada de decisões firmes e seguras da presidenta, porém não descartou que ainda há necessidade de mais diálogo entre Dilma, ministros e parlamentares.
A movimentação ministerial do primeiro semestre do governo Dilma não teve muitas semelhanças com a do governo Lula. Mesmo considerando-se o perfil mais técnico e as sucessivas tentativas de estabelecer uma crise no governo, Dilma superou trocas em quatro ministérios com a imagem de alguém que age rapidamente e não hesita em tomar decisões incisivas. E certa de que a articulação política é mais do que depender de ministros para a função.
Em menos de dois meses, dois dos mais importantes ministérios que compõem a imagem política do governo, Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais, passaram por mudanças. Houve, ainda alteração dos titulares dos ministérios da Pesca e dos Transportes.
“A Dilma é uma continuidade do governo Lula, mas são dois perfis diferentes. A presidenta, nesse período, compreendeu de forma mais clara que há uma parcela da articulação política que precisa ser feita por ela, não pode delegar a nenhum ministro”, afirmou o presidente da Câmara.
Para ele, Dilma deu dois recados: um ao país, de que não vai tolerar e vai tomar medidas para afastar integrantes do governo que venham a ocasionar algum tipo de problema, e outro ao próprio governo, afirmando que medidas muito duras serão tomadas, caso sejam necessárias.
Maia negou que os trabalhos na Câmara tivessem sofrido os efeitos de denúncias contra o governo. Para ele, é normal que tenham acontecido atritos, por representar um momento de adaptação entre Executivo e Legislativo.
BancadasMarco Maia disse considerar bem-vinda a criação do PSD, legenda articulada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM). O partido, depois de ter seu registro confirmado pela Justiça Eleitoral, deverá apoiar a gestão de Dilma, com 45 a 50 deputados. "Se isso se transformar numa realidade, vai ampliar ainda mais a base de sustentação do governo", afirmou Maia.
Com informações da Agência Brasil