Rio de Janeiro, 23 de Outubro de 2026

Para Mantega, R$ 10 bi a mais de superávit primário em 2011 ajudam BC a reduzir juro

Segunda, 29 de Agosto de 2011 às 08:20, por: CdB
Para Mantega, R$ 10 bi a mais de superávit primário em 2011 ajudam BC a reduzir juro

Reação ao agravamento da crise externa indica opção diferente da usada pelo país em 2008

Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual

Publicado em 29/08/2011, 13:41

Última atualização às 13:41

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São Paulo - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que o governo federal ampliará em R$ 10 bilhões a meta de superávit primário do setor público de 2011. A decisão havia sido informada pela presidenta Dilma Rousseff às centrais na manhã desta segunda-feira (29).

A medida foi justificada por Mantega como uma forma de lidar com a piora da economia mundial. A avaliação é de que impedir o aumento dos gastos correntes do governo cria espaço para reduzir a taxa de juros. Ele negou que o objetivo seja pressionar o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que decide, nesta quarta-feira (31) o novo patamar da taxa básica de juros – a Selic.

A decisão de seguir uma cartilha de "austeridade" – menos interferência do Estado na economia e sem incentivos ao setor produtivo – vai na contramão do que foi a opção do país para lidar com a crise de 2008. Na ocasião, um conjunto de medidas estimulou o consumo interno e movimentou a economia, fazendo com que o país fosse um dos primeiros a superar os efeitos da instabilidade externa.

Questionado sobre a possibilidade de criar estímulos, Mantega afirmou não ver necessidade da medida. Ele vê o crescimento da economia dentro do esperado e reiterou que o ajuste fiscal anunciado é uma resposta ao cenário internacional e não tem nada a ver com a decisão de política monetária desta semana.

Na reunião com as centrais, a mesma posição foi defendida por Dilma. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) manifestou insatisfação com a medida, sustentando a necessidade de corte de juros o mais rapidamente possível. A avaliação é de que taxas elevadas também prejudicam as contas do governo, porque consomem mais recursos para pagamento aos credores da dívida pública.

Com informações da Reuters

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