A criação do Banco do Sul deve ser positiva para os países envolvidos, desde que não seja usada politicamente por ninguém, defendeu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após reunião com empresários, nesta sexta-feira, na capital. Mantega defendeu que o Banco do Sul poderia ter as mesmas regras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), direcionado para fortalecer a infra-estrutura e a integração dos países da América do Sul.
Segundo ele, todos os países interessados na formação do banco estão "com o pé no chão" e querem criar uma instituição com princípios e regras.
- Queremos uma instituição séria, um banco que seja auto-suficiente, que conte só com seus recursos e não seja tocado a base de subsídios -, disse.
Mantega disse ainda que a idéia é a de que essa instituição seja mais um passo na integração dos países da América do Sul.
O ministro salientou que o Brasil é o país que necessita menos de financiamento entre os envolvidos, mas com sua participação fomentará projetos de investimentos em outros países que são mercados consumidores de produtos brasileiros.
- Vamos fomentar obras e serviços em outros países que muitas vezes são feitos por empreiteiras brasileiras. Então nós temos todo interesse econômico, social e político em mantermos uma aproximação maior entre os países -, disse.
O ministro afirmou que as instituições existentes não estão atendendo as necessidades dos países da América do Sul.
- Por exemplo, nós temos o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que não é um banco da América do Sul, que possui europeus, que é controlado pelos EUA então demora muito para aprovar um projeto -, afirmou.
Com a formação do Banco do Sul, o objetivo é dar agilidade para a aprovação dos projetos. Ele garantiu que todos os países da América do Sul serão chamados para compor o Banco do Sul e todos que desejarem terão assento no conselho diretor.
- Será um banco totalmente seguro, trabalhará dentro dos padrões de qualquer banco. Não tem nenhuma aventura -, disse.
O patamar financeiro para a participação dos países ainda não foi estabelecido, mas, segundo Mantega, há possibilidades de cada país começar com um valor em torno de US$ 300 a US$ 500 milhões.
- O importante é que não haja diferença entre os países. Não se pode ter um país quem mande no banco -, explicou.
Para Mantega, Banco do Sul deveria exercer o mesmo papel do BNDES
Sexta, 04 de Maio de 2007 às 15:54, por: CdB