Para Lobão, ideia é ter Vale alinhada e colaborando com governo
A administração federal gostaria de ver a mineradora Vale alinhada e colaborando com o governo para trabalhar em questões consideradas de interesse nacional, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
A administração federal gostaria de ver a mineradora Vale alinhada e colaborando com o governo para trabalhar em questões consideradas de interesse nacional, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. – A Vale precisa contribuir mais fortemente com o desenvolvimento do país, afirmou o ministro a jornalistas após participar de evento em Brasília.
– Nós do governo desejamos que a Vale esteja sempre em linha de colaboração com o próprio governo, para o interesse nacional, acrescentou. Apesar de serem conhecidas as posições do governo sobre a Vale, por meio de declarações feitas por assessores diretos na condição de anonimato, as colocações de Lobão são talvez as mais diretas até agora sobre o tema feitas por parte de um membro da cúpula do governo.
O ministro expôs o que era um pensamento explícito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, aparentemente, se manteve no governo atual, o de que a mineradora deve participar mais de programas que tenham o objetivo de desenvolver a indústria brasileira e agregar valor às exportações.
Lobão comentou, por exemplo, a questão do aço. Lula, quando no governo, criticava a falta de investimento da Vale em siderurgia, que poderia agregar valor ao minério, e também o fato de a empresa ter encomendado navios à China, em vez de buscar produzi-los localmente, como faz a Petrobras. O ministro de Minas e Energia afirmou que uma maior produção de aço no Brasil seria conveniente e necessária ao povo brasileiro.
Ao ser questionado sobre se a saída de Roger Agnelli da presidência-executiva da Vale facilitaria o alinhamento da companhia aos planos do governo, Lobão afirmou que a mudança não deveria ser vista como algo anormal, pelo tempo em que o executivo está à frente da mineradora, e que o próprio Agnelli já havia feito algumas ações que atendessem aos desejos do governo.
A Vale construiu uma siderúrgica no Rio de Janeiro, a CSA, com a alemã Thyssen, e foi obrigada a elevar sua participação no projeto após pressão pública feita pelo então presidente Lula. Outra usina está em construção, no Ceará, com as coreanas Dongkuk e Posco; e duas estão com algumas fases ainda dependendo da aprovação no Conselho de Administração, uma no Pará e outra no Espírito Santo. A sucessão na Vale será tema de reunião prévia de acionistas e de reunião do Conselho de Administração.
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