Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Pará lidera o ranking do trabalho forçado

Terça, 25 de Maio de 2010 às 08:08, por: CdB

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, a Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo do Brasil e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República iniciam nesta terça-feira uma reflexão sobre o combate ao trabalho em regime de escravidão.

O 1º Encontro Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo vai reunir até quinta-feira representantes do governo, setor privado e sociedade civil.

O coordenador do projeto de combate ao trabalho escravo da OIT no Brasil, Luiz Machado, afirmou que o crime persiste por causa da impunidade e vulnerabilidade dos trabalhadores.

– Esses trabalhadores são homens, na sua maioria entre 18 e 31 anos, oriundos do Maranhão, Piauí, estados que têm IDH mais baixo, que têm menos presença de estado no seu interior. Isto favorece a atuação dos chamados gatos, dos aliciadores, que recrutam as pessoas de forma ilegal e as levam para frentes de trabalho –, disse ele.

Os homens atuam no desmatamento para o agronegócio. O Pará lidera o ranking do trabalho forçado, seguido pelo Mato Grosso, segundo a OIT.

O representante da agência da ONU afirmou ainda que é preciso reforçar a prevenção e a assistência às vítimas resgatadas.

De acordo com a OIT, desde o início da fiscalização do governo brasileiro, em 1995, mais de 36 mil trabalhadores foram resgatados desta situação.

Tags:
Edições digital e impressa