Partido novo fundado e a caminho da legalização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prefeito de São Paulo Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) tem um grande desafio pela frente, que é fazer seu sucessor no ano que vem e se fortalecer para a disputa de 2014.
Como todos se lembram, pelos seus planos iniciais ao fundar a nova legenda, ele pretende disputar o governo do Estado. Sem pular esse obstáculo (uma disputa eleitoral relativamente bem sucedida em 2012 e em 2014) ele não vai a lugar nenhum.
E, para o sucesso ainda que relativo nessa empreitada, terá que enfrentar o governador tucano Geraldo Alckmin, que vai disputar a reeleição ou indicar um tucano se decidir lançar-se de novo a vôos mais altos - ele disputou e perdeu a presidência da República em 2006. Como vemos, uma tarefa pela rente um tanto quanto difícil para Gilberto Kassab.
No plano nacional, PSD nasce fraco, de elite e de direita
No plano nacional o PSD de Kassab nasce fraco. Sem grandes lideranças. Mas, importante, nasceu e pode se viabilizar uma vez que o prefeito paulistano já demonstrou - e o ato de ontem é mais uma prova disso - que tem capacidade de agregar e articular, dialogar e fazer valer sua liderança.
Quanto ao caráter do seu PSD - e embora o prefeito tenha dito a já célebre frase "não é de direita, nem de centro, nem de esquerda" - pelos fundadores, é um partido de elite e de direita. Nenhuma retórica ou subterfúgio vai esconder essa sua natureza.
Está no DNA de seus fundadores, todos ricos e nascidos no seio da direita brasileira como demonstrou levantamento (patrimonial) publicado ontem pelo Estadão. E sem que esta minha afirmação signifique um juízo pejorativo ou negativo - simplesmente é uma constatação. E a realidade, são os fatos.
Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026
Edições digital e impressa