Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Para Kassab um obstáculo chamado Alckmin

Quinta, 14 de Abril de 2011 às 08:21, por: CdB

Partido novo fundado e a caminho da legalização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o prefeito de São Paulo Kassab (ex-DEM-PSDB, agora PSD) tem um grande desafio pela frente, que é fazer seu sucessor no ano que vem e se fortalecer para a disputa de 2014.

Como todos se lembram, pelos seus planos iniciais ao fundar a nova legenda, ele pretende disputar o governo do Estado. Sem pular esse obstáculo (uma disputa eleitoral relativamente bem sucedida em 2012 e em 2014) ele não vai a lugar nenhum.

E, para o sucesso ainda que relativo nessa empreitada,  terá que enfrentar o governador tucano Geraldo Alckmin, que vai disputar a reeleição ou indicar um tucano se decidir lançar-se de novo a vôos mais altos - ele disputou e perdeu a presidência da República em 2006. Como vemos, uma tarefa pela rente um tanto quanto difícil para Gilberto Kassab.

No plano nacional, PSD nasce fraco, de elite e de direita


No plano nacional o PSD de Kassab nasce fraco. Sem grandes lideranças. Mas, importante, nasceu e pode se viabilizar uma vez que o prefeito paulistano já demonstrou - e o ato de ontem é mais uma prova disso - que tem capacidade de agregar e articular, dialogar e fazer valer sua liderança.

Quanto ao caráter do seu PSD - e embora o prefeito tenha dito a já célebre frase "não é de direita, nem de centro, nem de esquerda" - pelos fundadores, é um partido de elite e de direita. Nenhuma retórica ou subterfúgio vai esconder essa sua natureza.

Está no DNA de seus fundadores, todos ricos e nascidos no seio da direita brasileira como demonstrou levantamento (patrimonial) publicado ontem pelo Estadão. E sem que esta minha afirmação signifique um juízo pejorativo ou negativo - simplesmente é uma constatação. E a realidade, são os fatos.

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