Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

Para handebol feminino o Pan está sendo um 'treino´

Sábado, 02 de Agosto de 2003 às 17:30, por: CdB

Por causa da facilidade que a seleção brasileira feminina de handebol terá nos Jogos Pan-Americanos, em São Domingos, o técnico Alexandre Scheider estabeleceu uma meta para a competição: melhorar a defesa, visando a disputa do Mundial da categoria, em novembro, na Croácia.

Isso porque o ataque brasileiro é bem eficiente, em eventos como esse, o desempenho é superior a 50%. O Brasil estreou neste sábado na competição vencendo os Estados Unidos, um dos rivais mais fortes das Américas, por 36 a 13 (17 a 5 no primeiro tempo).

Em Winnipeg, em 1999, o Brasil foi campeão sem ter vencido as americanas. Ficou no empate na fase de classificação contra o time principal da época.

Neste domingo, a seleção brasileira enfrenta a República Dominicana, às 11h45 (de Brasília). Antes da partida, comissão técnica e jogadoras combinaram de tentar obter melhor performance contra as americanas em relação ao Pan-Americano de handebol, disputado em maio, em São Bernardo.

Na ocasião, o Brasil tomou apenas um gol no primeiro tempo (o placar foi de 19 a 1). "Em jogos como esse é bom ter uma meta além do resultado da partida. Motiva mais", disse Silvia Pinheiro, armadora direita, que neste sábado foi a artilheira da partida com 9 gols (em 12 arremessos).

O Brasil arremessou 52 vezes e obteve 69,23% de aproveitamento. Campeã pan-americana júnior (2001), Silvia diz que gosta de correr atrás da artilharia, além do título da competição. Há dois anos no adulto, nunca conquistou o título na categoria.

No Mundial júnior de 2002, na Hungria, em que o Brasil obteve a 12ª colocação, ficou entre as quatro maiores artilheiras. Lamenta não ter estatísticas para saber quantos gols já fez na vida.

Começou a jogar em São Luís, no Maranhão, passou por Blumenau, Osasco, São Bernardo, Santo André, e hoje defende o São Paulo/Guarulhos.

As brasileiras jogaram com o time principal dos Estados Unidos, mas a diferença técnica foi gritante. A goleira titular americana, Tabrekia Almon, de 1,67 metro, tem 109 quilos. Usando uma camiseta bem larga e laranja, parecia maior.

No handebol, as meninas da linha jogam com um short, estilo ciclista, bem justinho e uma blusinha que marca o corpo. A goleira, no entanto, veste uniforme largo para ter mais mobilidade e para impressionar a atacante: quanto maior espaço que ocupar na frente do gol, mais intimidada a adversária ficará.

Chicória, a artilheira do Brasil no Pan da modalidade, é a jogadora da seleção brasileira que mais está acima do peso. Tem 1,76 metro e 80 quilos. Uma das mais eficientes no ataque (é a batedora oficial do tiro de sete metros), está fazendo acompanhamento com nutricionista para perder alguns quilos. Neste sábado marcou 6 gols.

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