O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta quinta-feira sua avaliação de que o Brasil está crescendo de maneira equilibrada e sem pressões inflacionárias. Em balanço sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro disse também que conversou na véspera com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que também estaria "tranquilo" com o ritmo da economia.
Perguntado se, diante da atividade em recuperação, os depósitos compulsórios subiriam antes do juro no país, Mantega disse que este é um assunto do Banco Central e do Conselho Monetário Nacional (CMN).
– Não há nada previsto nesse sentido neste momento.
O ministro também foi questionado por jornalistas sobre o tom da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), mas disse que ainda não havia lido o documento. O colegiado do BC avaliou na ata que, em meio aos sinais de retomada da demanda doméstica, os riscos para a inflação podem aumentar e que a política monetária precisa ser "especialmente vigilante".
Mais cedo, Mantega destacou que o investimento "floresce" no país e estimou expansão de 16 a 20% nesse indicador. Sobre o crédito, o ministro disse:
– Estamos crescendo em um ritmo de 15% e vamos crescer a 20% –, disse.
O ministro também reafirmou o compromisso com a meta de superávit primário de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
– Vamos ter todo esse sucesso econômico mantendo o equilíbrio das contas públicas.