O governo brasileiro espera que a libertação das duas reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) possa suscitar novos acordos para diminuir número de pessoas sequestradas pela guerrilha colombiana.
O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse nesta quinta-feira que o Brasil está empenhado em obter novos acordos. Ele disse que a questão voltará a ser abordada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando se reunir com a colega argentina Cristina Kirchner, na reunião de fevereiro, em Buenos Aires.
— O governo está empenhado em obter novos acordos humanitários. Primeiro faremos uma avaliação dessa operação, analisaremos os desdobramentos e estudar outras formas de negociação —, disse Marco Aurélio Garcia.
— A relação estreita que mantivemos com [o ex-presidente argentino Néstor] Kirchner e o [ministro das Relações Exteriores da Argentina] Jorge Taiana será útil quando o presidente Lula e a presidente Cristina Kirchner se reunirem em fevereiro pois haverá possibilidade de aprofundar a questão —, acrescentou.
Garcia disse "ser preciso fazer novas tentativas de acordos” com as Farc e lembrou que existe uma pressão internacional pela libertação dos reféns, como, por exemplo, a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.
Com a mediação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, as Farc libertaram nesta quinta-feira a ex-candidata à vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas, e a ex-congressista Consuelo González de Perdomo.
Para o assessor internacional, a libertação é uma vitória da Venezuela e da Colômbia que estavam diretamente envolvidas no processo de negociação. Mas disse que cada um tentará capitalizar da sua maneira o ganho político.
Para governo libertação de reféns pode ajudar em novos acordos com as Farc
Quinta, 10 de Janeiro de 2008 às 19:43, por: CdB