Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Para fugir da crise, Royal Opera recorre a Plácido Domingo

A Royal Opera House britânica recrutou o tenor Plácido Domingo para ajudá-la a resistir à recessão na próxima temporada. (Leia mais)

Quarta, 22 de Abril de 2009 às 10:13, por: CdB

A Royal Opera House britânica recrutou o tenor Plácido Domingo para ajudá-la a resistir à recessão na próxima temporada, com uma dupla presença histórica na qual ele cantará como tenor em Tamerlano, de Handel, e como barítono em Simon Boccanegra, de Verdi.

O cantor lírico espanhol fará seu 26Oº papel no teatro de ópera londrino quando aparecer em Tamerlano, em março de 2010, e vai estrear como barítono no mesmo local em Simon Boccanegra, três meses depois.

– Eu me sinto muito em casa em Covent Garden desde a minha primeira apresentação, em 1971, e sou grande admirador do diretor musical Tony Pappano e tudo o que ele fez com a Royal Opera – disse Domingo nesta quarta-feira, durante o anúncio da nova temporada.

Com fama de altos custos de produção e de ingressos que custam caro, a Royal Opera House se prepara para enfrentar dificuldades em 2009/2010. Mas, apesar de ter planejado o repertório antes da chegada da crise financeira global, o teatro resolveu manter a programação original.

O executivo-chefe da Royal Opera House, Tony Hall, disse que a reputação da companhia poderia ser prejudicada se o público pensasse que ela está ousando menos e recorrendo a sucessos testados e comprovados.

– A pior coisa que pode acontecer é as pessoas deixarem de acreditar no que você faz  –afirmou.

Hall disse que espera que o teatro de ópera, também conhecido como Covent Garden devido à área de Londres em que se situa, consiga chegar ao fim da temporada atual com lucros que cubram seus custos. - Por enquanto, o público vem se mantendo - disse ele.

Mas ele se mostrou cauteloso em relação ao futuro, dizendo que os preços dos ingressos não vão subir no início da próxima temporada e que serão revistos a cada três meses.

Os patrocínios de empresas foram prejudicados pelo arrocho do crédito, mas doadores individuais vêm ajudando a cobrir o rombo, disse Hall.

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