Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Para FMI, economia brasileira está na melhor condição em anos

Sexta, 25 de Março de 2005 às 15:21, por: CdB

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a economia brasileira desfruta das melhores condições em anos no setor financeiro, mas pediu às autoridades para manterem a inflação sob controle.

Segundo o FMI, as políticas cautelosas do Brasil desde a crise financeira de 2002 estimularam "uma transformação significativa da economia", com notáveis melhora em renda, emprego, dívida pública e reservas internacionais.

- As condições do mercado financeiro são atualmente as melhores em muitos anos - disse o organismo multilateral de crédito em um relatório anual sobre a economia brasileira, divulgado dias após o país ter pago 1,49 bilhão de dólares finais de um empréstimo de 42 bilhões de dólares.

O FMI, com sede em Washington, informou que, apesar de as exportações terem liderado a recuperação, a demanda doméstica também cresceu significativamente em 2004.
O órgão elogiou as autoridades brasileiras pelo seu "feito substancial" de manter a inflação controlada em 2004, mas disse que o Banco Central deveria manter a atenção sobre o persistente alto núcleo da inflação.

- O desafio para o Banco Central é reduzir mais a inflação evitando um impacto no crescimento - segundo o fundo.

- A recente valorização do real ao lado de crescentes taxas de juros e o ritmo mais baixo de atividade podem contribuir para desacelerar a inflação nos próximos meses.

O Banco Central brasileiro aumentou a taxa de juros sete vezes consecutivas até este mês, enquanto a economia do país cresceu 5,2% em 2004, o maior índice em uma década.

No relatório, o FMI não comentou sobre o futuro do programa de empréstimos ao Brasil, que termina quinta-feira, 31 de março.

Apesar de o Brasil não descartar outro acordo com o FMI para um empréstimo preventivo, o país pressionou por um novo mecanismo que daria acesso ao dinheiro do fundo em caso de uma crise financeira sem as condições fiscais e monetárias que acompanham empréstimos do FMI.
O atual acordo do Brasil com o FMI é de 1998, quando recebeu um pacote para assegurar os investidores de que poderia pagar sua dívida em meio a uma crise nos mercados emergentes.

No médio prazo, o FMI pediu ao Brasil para aliviar as restrições orçamentárias para deixar espaço a "programas prioritários", como os gastos sociais para redução da pobreza, uma prioridade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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