Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Para Firjan e Sebrae, comércio Brasil-Cuba deve aumentar neste ano

Domingo, 16 de Maio de 2004 às 11:31, por: CdB

As relações comerciais, políticas e sociais entre o Brasil e Cuba deverão ganhar este ano novo impulso, estima o gerente do Centro Internacional de Negócios, da Firjan e do Sebrae/RJ, Caio Mello Franco. O gerente frisou, entretanto, que é difícil dizer se o comércio bilateral poderá se tornar mais equilibrado no médio prazo. Enquanto as exportações brasileiras para Cuba cresceram 62% nos 4 primeiros meses deste ano, as importações de produtos cubanos pelo Brasil evoluíram 674% em comparação a igual período de 2003.

Caio Mello Franco citou o caso do Canadá e México que após entrarem no Nafta experimentaram um acréscimo expressivo na relação comercial bilateral. Segundo ele, são as circunstãncias que fazem o comércio. Isso significa que o Brasil hoje não tem uma política preferencial com Cuba, mas está tentando criar os mecanismos e situações para que esse comércio seja facilitado.

Falando à Agência Brasil, Mello Franco afirmou que o Encontro Empresarial Cuba-Brasil, promovido em parceria com o Ministério do Comércio Exterior de Cuba e o com Itamaraty, no qual foram realizados 300 contatos de negócios entre empresas dos dois países, evidenciou o potencial existente para o crescimento do comércio bilateral.

- O Brasil está se aproximando de Cuba e esta procura novos mercados nos países das Américas Central e Latina, além da Europa, como forma inclusive de contornar as sanções impostas pelos Estados Unidos, agora reforçadas pelo governo Bush. O governo e os empresários cubanos sabem que não há outra forma de desenvolver o país que não seja através do comércio - analisou.

Cuba já resolveu os problemas da educação e saúde, mas necessita gerar emprego e renda. E isso tem de ser feito em um âmbito internacional, buscando novos parceiros. Como a produção cubana é reduzida, eles vêem o Brasil como um importante mercado consumidor.

Ao restringirem a remessa de dólares de imigrantes cubanos para Cuba, os Estados Unidos forçam o governo da ilha a procurar novos mercados porque Cuba precisa de dólares para movimentar sua economia. A alternativa é o comércio exterior com nações como o Brasil.

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