O Conselheiro Econômico da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Istvan Kasznar, e o presidente do Sindicato das Financeiras dos Estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Secif) divulgaram, nesta quarta-feira, nota em conjunto afirmando que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) agiu com extremo bom senso ao cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na reunião que terminou na noite desta quarta-feira.
Para Kasznar, além de uma maior insegurança no mercado internacional devido ao que chamou de ajuste técnico com seletividade de carteira no mercado imobiliário americano, ainda existe um pequeno repique inflacionário.
— É difícil prever os próximos passos da política monetária até o final do ano. É possível que haja mais dois cortes de 0,25 ponto, trazendo a taxa Selic para 10,75% no final de 2007. No entanto, a pesquisa Focus dessa semana já prevê juros básicos de 11% no final do ano. É esperar para ver —, disse Kasznar.
Para Kasznar, a economia cresce de 4,5% a 5% esse ano e repete a mesma taxa no ano que vem, o que, sem dúvida, é uma vitória da equipe econômica.
O presidente do Secif, José Arthur Assunção, lembra que, em outros tempos, diante de uma crise internacional de grande proporção como a que se vive no momento, o Banco Central Brasileiro elevaria a taxa básica de juros na mesma hora com receio de uma grande evasão de divisas.
— Hoje é diferente. Estamos aqui falando de uma nova queda, dessa vez de 0,25 ponto, que apesar de ser menor do que as duas últimas, foi a possível e mais adequada diante do atual cenário da economia e até mesmo de uma pequena, mas persistente pressão inflacionária —, disse Assunção.
Para Assunção, a queda de mais de oito pontos percentuais, verificada desde meados de 2005, ainda não foi totalmente sentida pelos agentes econômicos e, devido ao forte aquecimento do mercado interno, é hora de os cortes de juros serem mais modestos para o bem da economia do país.
Para Assunção, a taxa Selic fecha o ano em 10,75%, com mais duas quedas consecutivas de 0,25 ponto percentual nas reuniões de outubro e de novembro do Copom.
Para financeiras, Copom optou pelo bom senso
Quarta, 05 de Setembro de 2007 às 19:01, por: CdB