Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Para Farc, missil lançado pelos EUA matou Raúl Reyes

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram, na terça-feira, que foi um míssil lançado pelos EUA que matou Raul Reyes e mais 20 outros rebeldes na floresta equatoriana. (Leia Mais)

Terça, 01 de Abril de 2008 às 07:55, por: CdB

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram, na terça-feira, que foi um míssil lançado pelos EUA que matou Raul Reyes e mais 20 outros rebeldes na floresta equatoriana. No comunicado, os guerrilheiros também reiteraram que o ataque frustrou um encontro planejado com a França para a possível a libertação de Ingrid Betancourt.

Segundo o governo colombiano, o ataque, que desencadeou uma das piores crises diplomáticas da história na América Latina, por conta da violação do território equatoriano pelos colombianos, foi realizado por aviões de fabricação brasileira de Super Tucano.

Ivan Marques, um dos principais integrandes do grupo rebelde, afirma, no artigo publicado pela Agência Bolivariana de Notícia, que o incidente dificultou enormemente novas negociações e libertações de reféns.

- Não se escutaram aviões nem helicópteros. O míssil foi disparado pelos gringos da base aérea de Três Esquinas, em Caquetá (Colômbia) - disse Márquez no texto publicado na noite de segunda-feira, mas datado de 20 de março.

Desde 2000, os EUA contribuiram com mais de cinco bilhões de doláres para que a Colômbia incrementasse sua força militar, através de treinamento e assistência. Os EUA são os grandes aliados da Colômbia no combate às Farc e ao narcotráfico.

As Farc, a maior e mais antiga guerilha colombiana, atuam a partir da floresta colombiana e atualmente está em poder de 40 reféns, entre eles a franco-colombiana e ex-candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt.

Uribe

Na última semana, Ávaro Uribe garantiu medidas que facilitariam a libertação dos reféns, principalmente, de Ingrid Betancourt. O presidente retirou as exigências anteriores referentes a números de presos que seriam libertos e quem seriam os escolhidos.

Apesar dos esforços e dos anúncios de que está disposto a tudo para uma possível negociação, nesta segunda-feira, o avião francês que fora enviado para o resgate de Ingrid retornou da Guiana Francesa para a Europa.

O marido de Ingrid, Fabrice Delloye, disse no último sábado que teme que a ex-senadora "esteja a ponto de morrer ou já esteja morta".

- O que me angustia é a declaração do governo colombiano, e me pergunto se não dispõem de informações que ignoramos - disse.

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