Para empresa russa, ação externa causou queda de avião
Um representante da empresa aérea russa Kogalymavia descartou nesta segunda-feira que uma falha técnica ou um erro humano tenham causado a queda do avião.
Segunda, 02 de Novembro de 2015 às 08:58, por: CdB
Por Redação, com DW - de Moscou:
Um representante da empresa aérea russa Kogalymavia descartou nesta segunda-feira que uma falha técnica ou um erro humano possam ser a causa da queda de um avião da empresa no Egito, no sábado, que resultou na morte de todas as 224 pessoas a bordo.
- A causa da queda "só pode ter sido uma ação externa - afirmou Alexander Smirnov, vice-diretor-geral da Kogalymavia, que opera voos sob o nome Metrojet.
- Não há uma combinação de falhas de sistema que pudesse levar o avião a se partir no ar - disse, ressaltando que a aeronave estava em "excelentes condições técnicas".
Segundo autoridade russa, o Airbus A321 perdeu velocidade rapidamente, durante menos de um minuto, antes de cair na península do Sinai
Smirnov argumentou que a tripulação não emitiu um chamado de emergência nem tentou contatar o controle de tráfego aéreo.
- Aparentemente a equipe já estava completamente incapaz de trabalhar no momento da catástrofe - disse.
Segundo ele, o Airbus A321 perdeu velocidade rapidamente, durante menos de um minuto, antes de cair na península do Sinai apenas 23 minutos após a decolagem. Neste domingo, o responsável pelas investigações conduzidas pelas autoridades russas afirmou que o avião se partiu no ar .
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, declarou nesta segunda-feira que ainda não é possível descartar nenhuma explicação sobre a queda do avião, ao responder a pergunta sobre probabilidade de um ataque terrorista. O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, ressaltou a importância de se descobrir as razões do desastre em detalhes.
Um representante do governo russo disse pela manhã que especialistas forenses começaram a identificar os corpos das 224 vítimas da tragédia. Moscou enviou mais de cem socorristas e especialistas em aviação ao Egito para examinar o local do desastre, junto com especialistas da França, da Alemanha e da Airbus, fabricante da aeronave.
Nesta segunda-feira, um avião do governo russo transportou os corpos de 140 vítimas para São Petesburgo, cidade de origem da maioria dos passageiros do voo. Outro avião vai transportar mais corpos do Cairo à Rússia até o fim do dia.
No Sinai, equipes de busca vasculham uma área de 16 quilômetros quadrados para encontrar corpos e fragmentos do avião. No domingo, o governo russo disse que 163 corpos haviam sido recuperados.
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