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Para Dilma, Jobim é página virada

Sexta, 05 de Agosto de 2011 às 16:39, por: CdB
Para Dilma, Jobim é página virada

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Publicado em 05/08/2011, 19:28

Última atualização às 19:28

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São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (5) que a demissão do ministro da Defesa, Nelson Jobim, é página virada, e destacou que a questão é pensar agora na gestão de Celso Amorim à frente da pasta.

Em entrevista a rádios de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco, Dilma evitou comentar passar em minúcias os episódios de deselegância protagonizados por Jobim. “No que se refere ao ex-ministro Nelson Jobim, eu reconheço o grande trabalho que ele deu ao país, a contribuição que ele deu na condução das questões da Defesa. Infelizmente, nós esgotamos uma etapa, e por isso passamos e viramos a página, e estamos agora com o ministro Celso Amorim”, afirmou.

Jobim foi demitido na quinta-feira (4) à noite após a divulgação de novas declarações polêmicas. Em entrevista à revista Piauí, o peemedebista pontuou que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é muito “fraquinha”, e que a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, “nem sequer conhece Brasília”. Foi a gota d'água no Palácio do Planalto após dois meses de afirmações polêmicas de Jobim, passando pela declaração de voto em José Serra e pela manifestação de que se via “cercado de idiotas”. 

Queremos respeito

Para demonstrar que a página virou, Dilma dedicou a maior parte de sua resposta à chegada de Amorim ao Ministério da Defesa. A presidenta afirmou que o convite ao ex-chanceler se deu pelo trabalho exitoso à frente do Itamaraty no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. “Ele é responsável, no passado, por uma política externa independente, uma política externa que tem compromisso com o Brasil, que coloca o Brasil no mesmo patamar”, ponderou. “Ninguém quer ser melhor que ninguém. Nós nos colocamos no mesmo patamar de qualquer país. Queremos respeito e damos respeito.”

Amorim volta a Brasília após oito meses de “ócio”, como gostava de falar. Aos 69 anos, tem o compromisso de manter a boa relação com as Forças Armadas e de evitar exaltação de ânimos após a instalação da Comissão da Verdade, que pode iniciar os trabalhos nos próximos meses, apurando os crimes cometidos durante a ditadura (1964-85). A posse no cargo foi agendada para segunda-feira (8). 

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