Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Para defesa, testemunhas comprovam vulnerabilidade de edifício

Quarta, 16 de Abril de 2008 às 14:27, por: CdB

Os advogados de Alexandre Nardoni, 29 anos e Anna Carolina Jatobá, 24 anos, Ricardo Martins e Rogério Nery, que chegaram, nesta quarta-feira, por volta das 10h ao 9º Distrito Policial (Carandiru) de São Paulo, permaneceram no local nesta tarde e informaram que acompanharam o depoimento de duas testemunhas indicadas pela defesa.

Para Ricardo Martins, "as testemunhas comprovam a vulnerabilidade do Edifício London; a perda das chaves do apartamento pelo casal e demonstrar que alguns de seus apartamentos ficavam abertos e expostos a qualquer um que quisesse entrar”.

Segundo ele, essas testemunhas prestam serviços no prédio e uma dessas testemunhas teria estado no prédio no dia da morte de Isabella. 

Na manhã desta quarta-feira, os advogados de defesa declararam que as acusações da polícia com relação a Alexandre Nardoni e Anna Carolina Trotta Jatobá são precipitadas.

– Temos que aguardar os laudos e não podemos nos precipitar. Acho que está havendo um pré-julgamento–  disse Martins.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, os delegados responsáveis pelo esclarecimento do caso têm a convicção de que Alexandre jogou a filha do apartamento após a madrasta ter tentado asfixiá-la.
 
Isabella foi encontrada ferida no dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai e a madrasta, na Zona Norte de São Paulo. Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O casal ficou nove dias preso por suspeita de envolvimento na morte.
 
Um advogado desconhecido deu entrada no fim da tarde desta terça-feira, no Tribunal de Justiça de São Paulo em dois pedidos de habeas corpus preventivos em nome do casal Alexandre e Anna Carolina. Os responsáveis pela defesa dos dois suspeitos pela morte de Isabella negaram responsabilidade pela iniciativa e afirmaram desconhecer o autor.
 
– Desconhecemos em absoluto quem entrou com esse pedido. Nós entendemos que isso foge da linha de defesa e neste momento não é a orientação da defesa – afirmou o advogado Marco Polo Levorin.
 
O site do TJ-SP informa que os pedidos de habeas corpus foram feitos pelo advogado Diego Luiz Berbare Bandeira. Nos documentos, a grafia dos nomes de Alexandre e Anna Carolina está errada.

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