Rio de Janeiro, 24 de Maio de 2026

Para Cuba, campanha americana é "traiçoeira e perversa"

Sábado, 19 de Abril de 2003 às 18:06, por: CdB

O ministro cubano da Cultura, Abel Prieto, qualificou, neste sábado, como "insidiosa, traiçoeira e perversa" a campanha do Governo dos Estados Unidos contra seu país e justificou o recente fuzilamento de três seqüestradores. Segundo o ministro, os EUA estariam tentando desviar a atenção para Cuba com o objetivo de colocar em segundo plano a invasão do Iraque, que acarretou perdas humanas e econômicas para esse país. Em declarações à agência oficial Imprensa Latina, Abel Prieto afirmou que, com essa estratégia, a Casa Branca "objetiva debilitar e desmoralizar o movimento de esquerda no mundo". O ministro cubano mencionou uma resolução aprovada na quinta-feira passada na Comissão de Direitos Humanos da ONU em Genebra, na qual pede-se a seu Governo que coopere com o Alto Comissariado nessa questão. "Nos defendemos com estrita legalidade", disse o ministro sobre a detenção e condenação de 11 delinqüentes, dos quais três foram executados há uma semana, que seqüestraram, no último dia 2 de abril, uma lancha com passageiros. O político cubano afirmou que é muito importante que a verdade venha à tona e que seja denunciada a manobra de Washington, que teria sido "muito grosseira". Sobre o assunto, ele destacou a necessidade de que "intelectuais de todo o mundo se unam para deter o monstro, sua maquinaria de guerra e destruição imperial, e a manipulação da informação". "É um momento de grande perigo para a humanidade, a cultura e a civilização", afirmou Prieto, que disse estar consciente de que a denúncia de tais intenções será prioridade e tarefa permanente do movimento cultural cubano. O ministro cubano da Cultura anunciou também que sua entidade tem a intenção de elaborar uma revista digital, para continuar denunciando ao mundo a "pretensão dos Estados Unidos de impor uma ditadura fascista mundial".

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Edições digital e impressa