Um dia após sete moradores da Favela do Barbante terem sido mortos, o governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou que a zona oeste da cidade vive uma verdadeira guerra.
Segundo ele, a polícia do Rio enfrenta nessa região da cidade traficantes e milícias fortemente armados e articulados.
- Nossa polícia está atuando e, na zona oeste, estamos numa verdadeira guerra. È uma guerra contra criminosos sejam traficantes ou milicianos - disse Cabral a jornalistas em evento na zona oeste.
- As prisões continuarão e não vamos arredar pé. Sabíamos da reação dos milicianos quando entrássemos lá, enfrentaríamos criminosos em busca de manutenção do território que significa dinheiro, receita, poder e política - acrescentou o governador.
Entre terça e quarta-feira, sete pessoas, a maioria inocentes, foram mortas na favela do Barbante.
A polícia informou inicialmente que as pessoas eram vítimas de um confronto entre policiais e traficantes, mas a nova versão aponta que os crimes foram cometidos por milicianos que já comandam a comunidade. O objetivo seria mostrar à comunidade a necessidade de haver uma milícia tomando conta da favela.
Entre os dez executores já identificados dois seriam policiais militares, três policiais civis e um bombeiro.
- Policiais militares, civis, bombeiros, ex-bombeiros são mais criminosos (que os traficantes) porque tem uma função pública e cometem esse tipo de barbaridade - ressaltou Cabral.
Ele credita o avanço das milícias no Rio ao descaso das autoridades fluminenses
- Ao longo de muitos anos, esses grupos criminosos disputavam territórios. Os crimes bárbaros mostram que estamos no caminho certo de combate a esses crimes e a prisão dos responsáveis - completou Cabral.
O secretario de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que a chacina na favela foi um ato de desespero dos milicianos.
- Foi uma maneira estúpida, violenta e burra desse grupo, é uma medida desesperada, e totalmente inconsequente desse grupo. Nosso foco agora é fazer os pedidos de prisão dessas pessoas e prendê-las definitivamente - afirmou.