Rio de Janeiro, 21 de Outubro de 2026

Para Cabral, há uma 'verdadeira guerra' na zona oeste do Rio

Quinta, 21 de Agosto de 2008 às 15:23, por: CdB

Um dia após sete moradores da Favela do Barbante terem sido mortos, o governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou que a zona oeste da cidade vive uma verdadeira guerra.

Segundo ele, a polícia do Rio enfrenta nessa região da cidade traficantes e milícias fortemente armados e articulados.

- Nossa polícia está atuando e, na zona oeste, estamos numa verdadeira guerra. È uma guerra contra criminosos sejam traficantes ou milicianos - disse Cabral a jornalistas em evento na zona oeste.

- As prisões continuarão e não vamos arredar pé. Sabíamos da reação dos milicianos quando entrássemos lá, enfrentaríamos criminosos em busca de manutenção do território que significa dinheiro, receita, poder e política - acrescentou o governador.

Entre terça e quarta-feira, sete pessoas, a maioria inocentes, foram mortas na favela do Barbante.

A polícia informou inicialmente que as pessoas eram vítimas de um confronto entre policiais e traficantes, mas a nova versão aponta que os crimes foram cometidos por milicianos que já comandam a comunidade. O objetivo seria mostrar à comunidade a necessidade de haver uma milícia tomando conta da favela.

Entre os dez executores já identificados dois seriam policiais militares, três policiais civis e um bombeiro.

- Policiais militares, civis, bombeiros, ex-bombeiros são mais criminosos (que os traficantes) porque tem uma função pública e cometem esse tipo de barbaridade - ressaltou Cabral.

Ele credita o avanço das milícias no Rio ao descaso das autoridades fluminenses

- Ao longo de muitos anos, esses grupos criminosos disputavam territórios. Os crimes bárbaros mostram que estamos no caminho certo de combate a esses crimes e a prisão dos responsáveis - completou Cabral.

O secretario de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou que a chacina na favela foi um ato de desespero dos milicianos.

- Foi uma maneira estúpida, violenta e burra desse grupo, é uma medida desesperada, e totalmente inconsequente desse grupo. Nosso foco agora é fazer os pedidos de prisão dessas pessoas e prendê-las definitivamente - afirmou.

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