O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se referiu aos atentados de Londres de 7 de julho de 2005 para justificar uma técnica de interrogatório de suspeitos terroristas, conhecida como "waterboarding" (afogamento simulado), em entrevista concedida à rede de TV britânica BBC.O presidente disse que a informação obtida de supostos terroristas ajudou a salvar vidas e considerou que os familiares das vítimas daqueles ataques o entenderão.
O método, que causou grande polêmica já que é visto como uma forma de tortura, consiste em pendurar o prisioneiro de cabeça para baixo e descê-lo até o pescoço em um recipiente com água, causando a sensação de sufocamento.
No entanto, o presidente americano disse na entrevista exibida na madrugada desta sexta-feira que o "waterboarding" não é tortura e ameaçou vetar o projeto do Congresso que o proibiria e acrescentou que seu país atua em virtude da lei para interrogar e obter informação que permita proteger os EUA e outros países.
– Os EUA atuarão dentro da lei. Asseguraremo-nos de que os profissionais têm os instrumentos necessários para fazer seu trabalho dentro da lei, afirmou Bush.
Bush também disse que pretende assistir aos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, e admitiu que mantém contatos regulares com o presidente da China, Hu Jintao. Disse que pedirá ao mandatário chinês que faça um esforço maior em relação à tragédia humanitária de Darfur, no Sudão.
– Vejo os Jogos Olímpicos como um evento esportivo, esclareceu o presidente.
Nos últimos dias, o cineasta Steven Spielberg, vários ganhadores do prêmio Nobel da Paz, atores, esportistas e parlamentares criticaram a China por sua política de apoio ao governo do Sudão.
Para Bush, sufocamento em interrogatório não é tortura
Sexta, 15 de Fevereiro de 2008 às 10:59, por: CdB