Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Para Bush, reforma da Previdência é "obrigação moral"

Sábado, 15 de Janeiro de 2005 às 14:38, por: CdB

 Diante de uma polêmica cada vez mais acirrada sobre sua proposta de reforma da Previdência, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, insistiu no sábado que o sistema está em perigo e que ele tem obrigação moral de consertá-lo.

- Salvar a Seguridade Social é um desafio econômico. Mas é também uma profunda obrigação moral - disse Bush em seu pronunciamento semanal de rádio.

Ele propõe que a Previdência norte-americana, criada há 70 anos, permita que os jovens trabalhadores desviem parte de suas contribuições para fundos de ações e títulos.

O senador democrata Edward Kennedy acusou nesta semana Bush de exagerar o drama da Previdência, como fez com a guerra do Iraque, e pediu a seus colegas de partido que resistam à "política do medo".

A AARP, entidade que representa 35 milhões de idosos, vai gastar 5 milhões de dólares neste mês com anúncios contra a reforma. Os sindicatos também são contra, e mesmo alguns republicanos começaram a vê-la com reservas depois do vazamento de um memorando da Casa Branca, nesta semana, sugerindo que o governo quer reduzir o índice de correção das futuras aposentadorias e pensões.

Bush, que ainda não apresentou detalhes da proposta, foi evasivo, em entrevista publicada na sexta-feira pelo USA Today, sobre a possibilidade de reduções dos benefícios.

Em 2018, a Seguridade Social vai começar a pagar mais benefícios do que arrecadar, segundo relatório do governo. Em 2042, o pagamento de benefícios superará toda a arrecadação do sistema. Com base nesses números, Bush diz que a Previdência vai falir se continuar como está.
Mas muitos democratas acham que o governo exagera porque, mesmo no pior cenário, em 2042 os trabalhadores ainda estariam fazendo contribuições e os aposentados ainda estariam recebendo benefícios, mesmo que menores.

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