Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Para bancos, tanto faz Lula ou Alckmin

O mercado financeiro festejou ontem a escolha de Geraldo Alckmin como candidato do PSDB. Considera que, reelegendo-se Lula, ou elegendo-se Alckmin, seus lucros não serão ameaçados. (Leia mais)

Quarta, 15 de Março de 2006 às 05:54, por: CdB

Bancos: ganhar ou ganhar

Miriam Leitão abre assim a sua coluna no Globo desta quarta, que tem o sugestivo título de "Mercado em festa": "O mercado financeiro avalia a notícia política de ontem como a melhor que poderia ter. Na sua visão, que não necessariamente corresponde à realidade dos fatos, agora é ganhar ou ganhar. Segundo a maioria dos analistas, com a vitória do presidente Lula, seria mais do mesmo; e não há motivos de queixa. A vitória de Geraldo Alckmin seria o fim do risco José Serra." Penso que, se os bancos fazem festa, a notícia não é boa para o país.

 

Festival de incompetência

O PSDB mostrou enorme incompetência política na escolha de seu candidato. Consolidou a imagem de partido que não decide. Inventou uma santíssima trindade - FHC, Tasso Jereissati e Aécio Neves - que tentou usurpar o direito de escolher o candidato e não foi ouvida pelo partido. Optou pelo nome menos competitivo, apenas porque ele fincou pé na disputa. E sai dividido.

 

A pergunta que não quer calar

O PT acumulou força ao longo de sua história empunhando duas bandeiras: o discurso de mudança da política econômica neoliberal e a defesa da ética e da moralidade. Em qual deles vai se sustentar nas eleições deste ano?

 

Aprender a lição

Menos mal que o Exército encontrou os fuzis roubados e vai sair das favelas sem que tenha havido incidentes de maiores proporções. Mas duas lições devem ser tiradas: 1) Exército não é polícia, não foi treinado para exercer suas funções e é perigoso que seja usado como tal; 2) se não quiserem que episódios como este se repitam, as Forças Armadas devem proteger melhor seus quartéis.

 

Rotulagem de transgênicos

No debate sobre a necessidade de se informar os consumidores que um determinado alimento é transgênico, setores do PT apresentam como "vitória dos segmentos progressistas" a posição assumida pelo governo Lula: que, num prazo de quatro anos, a informação conste do rótulo de todos os produtos transgênicos. Mas, por que quatro anos?

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