O presidente do governo espanhol, José María Aznar, disse na última segunda-feira que seu sucessor está cometendo um grave erro ao planejar a retirada das tropas espanholas que estão no Iraque. Aznar classificou a medida como uma concessão ao terrorismo.
Em sua primeira entrevista desde que seu partido perdeu as eleições de 14 de março, ocorridas dias depois de atentados a bomba em trens de Madri que mataram 202 pessoas, Aznar pediu que a Espanha não se renda à violência.
- O que os terroristas querem é que joguemos a toalha. O que eu peço, espero e desejo é que nunca joguemos a toalha - disse ele a rede de televisão Telecinco.
Aznar é um aliado próximo do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush e apoiou a guerra do Iraque. A Espanha tem 1,3 mil tropas no país.
O sucessor de Aznar, o socialista, José Luis Zapatero, tem gerado controvérsia com sua promessa de retirar as tropas espanholas do Iraque caso a Organização das Nações Unidas não assuma o país até o dia 30 de junho. Aznar afirma que a retirada das tropas 'é um erro muito grave'.
- Quando você tem um ataque tão brutal quanto o sofrido pela Espanha você tem de carregar suas responsabilidades. A primeira coisa que o senhor Rodriguez Zapatero tem que pensar é o que ele vai fazer com as tropas espanholas no Iraque, a segunda é o que ele quer que a ONU faça - disse ele.
- Mas pensar que você pode vencer o terrorismo com concessões parece ruim para mim. Eu acho que enfraquecer a coalizão internacional que combate o terrorismo é um erro muito grave - concluiu.
Para Aznar, retirar tropas espanholas do Iraque é concessão ao terrorismo
Terça, 23 de Março de 2004 às 01:19, por: CdB