A falta de recursos e de troca de informações está impedindo que a América Latina corte o narcotráfico pela raiz, embora as grandes apreensões de drogas estejam enfraquecendo os cartéis, disseram autoridades regionais na última tera-feira.
Colômbia, Equador, Peru e Venezuela apreenderam 2.304 toneladas de drogas em estado sólido entre novembro de 2000 e dezembro de 2003, em cinco grandes ofensivas, segundo Luis Alberto Gómez, diretor da polícia antinarcóticos da Colômbia, que discursou na 22ª Conferência Internacional para o Controle de Drogas.
Por meio de programas financiados pelos Estados Unidos, as autoridades também apreenderam 9,8 milhões de litros de drogas em estado líquido no mesmo período, segundo ele.
Mas as recentes descobertas de 619 laboratórios de refino de cocaína no Peru, segundo maior produtor mundial, depois da Colômbia, e também de cinco laboratórios no Brasil e cinco na Bolívia mostraram que o narcotráfico permanece vivo, segundo o chefe da polícia boliviana, Luis Caballero.
De acordo com Carlos Luque, diretor do Centro de Inteligência Criminal do México, a Guatemala continua produzindo heroína, enquanto Costa Rica, Panamá, Honduras, Belize e a própria Guatemala têm grandes plantações de maconha.
- Estamos dando duros golpes no narcotráfico, mas precisamos de mais compartilhamento de informações e investimentos em tecnologia de vigilância para pôr um ponto final na produção de drogas na América Latina - afirmou Gómez.
Para autoridades, América Latina está longe de vencer o narcotráfico
Quarta, 17 de Março de 2004 às 01:13, por: CdB