O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, acredita que as chances do embaixador brasileiro Luiz Felipe Seixas Corrês à presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão se fortalecendo, graças à adesão de alguns Taíses.
- O combinado é que os países manifestariam suas preferências em conjunto. Sendo mantido esse entendimento, eu vejo que a candidatura do embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa se fortalece - indicou Amorim em entrevista a jornalistas.
A seleção ao cargo de diretor-geral da OMC não é realizada por uma eleição, mas sim por um processo de consultas que busca o consenso e no qual, de acordo com as regras, os países não são obrigados a apoiar apenas um candidato.
Além de Seixas Corrêa, o atual embaixador do Brasil na OMC, os candidatos ao cargo máximo do organismo são o ex-comissário de comércio europeu Pascal Lamy; o ministro das Relações Exteriores das Ilhas Maurício, Jaya Krishna Cuttaree; e o ex-presidente do Conselho Geral da OMC, o uruguaio Carlos Pérez del Castillo.
Alguns países latino-americanos, como Argentina ou Chile, que anunciaram rapidamente seu apoio a Pérez del Castillo, recentemente indicaram - oficial ou extraoficialmente - que também consideram importante a candidatura de Seixas Corrêa e o apoiariam caso o diplomata uruguaio não consiga um consenso.
O candidato nomeado substituirá o chefe da OMC, Supachai Panitchpakdi, da Tailândia, em 1o de setembro. O processo de seleção levado a cabo pelo Conselho Geral da OMC deve ser concluído em 31 de maio.