A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) divulgou nota, no final desta tarde, em que prevê dois cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual na taxa de juros básica da economia. O primeiro na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) que termina nesta quarta-feira e o segundo na reunião de setembro do colegiado.
Para o conselheiro econômico da entidade, Istvan Kasznar, é gratificante perceber que a economia brasileira vive um momento especial, no qual as bases são sustentáveis e as projeções dos agentes econômicos são muito boas em relação ao que está por vir.
— O Brasil ingressou numa Nova Era econômica, na qual a inflação é baixa e mantém uma trajetória de estabilidade com mínima flutuação; o crescimento retoma um ritmo mais vigoroso; e as reservas internacionais crescem incessantemente —, disse Kasznar.
Segundo Kasznar, mesmo com inflação controlada - em torno de 3,5% neste ano de 2.007 -, o país mostra uma retomada do crescimento de forma sustentável.
— O Produto Interno Bruto (PIB), que foi de 2,6% em 2006, chegará aos 4,4% em 2007 e possivelmente aos 4,8% em 2.008 —, prevê.
— É notável o avanço do volume de crédito, devido à queda dos juros desde 2005 e à diminuição da inflação, que permitem maior previsão dos fluxos de caixa e dos saldos —, afirmou.
O país recebe mais investimentos, segundo o economista, porque há projetos viáveis e o tamanho do mercado interno está voltando a aumentar, com a inserção das classes de renda mais baixas, que ganham entre um e cinco salários mínimos.
— A relação investimento sobre PIB, que em 2.003 era de 17%, subiu em 2006 para 19,5%. Está longe da “taxa ótima de poupança”, que é de 25% ao ano, mas a direção geral está correta —, analisou.
Para Acrefi Selic cai para 11,5% hoje e chega a 11% em setembro
Quarta, 18 de Julho de 2007 às 15:53, por: CdB