Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Paquistão : Governo desmente prisão de cientistas nucleares

Sexta, 12 de Dezembro de 2003 às 07:41, por: CdB

O Governo do Paquistão desmentiu nesta sexta-feira, as informações de que dois cientistas nucleares do país, que estão em paradeiro desconhecido há vários dias, estariam presos por sua suposta colaboração com o programa atômico do Irã.

Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores afirmou  à EFE que Yassin Chohan, diretor-geral da Kahuta Reseach Laboratories (KRL), e Faruk Ahmad, diretor do laboratório da mesma empresa, "não foram detidos nem estão sob custódia dos serviços de segurança".

Outro porta-voz, do Ministério do Interior, disse à EFE que a empresa KRL não fez nenhuma denúncia sobre o suposto desaparecimento dos dois cientistas .

 - Não sabemos nada sobre eles - declarou .

Nesta quinta-feira, o jornal paquistanês The Nation e fontes opositoras informaram que os dois cientistas, de uma empresa responsável pelo enriquecimento de urânio para o programa nuclear do país, tinham sido detidos para serem interrogados sobre sua suposta colaboração com o Irã.

No entanto, segundo o mesmo jornal, Asim, filho de Ahmad, negou que seu pai estivesse preso e assegurou que ele tinha saído de Islamabad para viajar para Karachi, embora o jornal não tenha conseguido localizá-lo.

Chohan, que presumivelmente foi o primeiro a ser detido, é uma pessoa muito próxima do especialista A.Q.Khan, considerado o "pai" do desenvolvimento nuclear paquistanês e que agora é o Assessor da Presidência para Assuntos Científicos.

Depois dele, no domingo passado, foi preso o diretor de laboratório da KRL, Faruk Ahmad, segundo o "The Nation".

O governo do Paquistão, em seus primeiros comentários sobre as supostas detenções, só afirmou que as informações sobre qualquer relação com o Irã em matéria nuclear são "maliciosas e sem fundamento".

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores admitiu que os serviços secretos paquistaneses estão interrogando os funcionários da KRL para saber de onde procedem as notícias sobre as supostas detenções.

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