O Governo do Paquistão desmentiu nesta sexta-feira, as informações de que dois cientistas nucleares do país, que estão em paradeiro desconhecido há vários dias, estariam presos por sua suposta colaboração com o programa atômico do Irã.
Um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores afirmou à EFE que Yassin Chohan, diretor-geral da Kahuta Reseach Laboratories (KRL), e Faruk Ahmad, diretor do laboratório da mesma empresa, "não foram detidos nem estão sob custódia dos serviços de segurança".
Outro porta-voz, do Ministério do Interior, disse à EFE que a empresa KRL não fez nenhuma denúncia sobre o suposto desaparecimento dos dois cientistas .
- Não sabemos nada sobre eles - declarou .
Nesta quinta-feira, o jornal paquistanês The Nation e fontes opositoras informaram que os dois cientistas, de uma empresa responsável pelo enriquecimento de urânio para o programa nuclear do país, tinham sido detidos para serem interrogados sobre sua suposta colaboração com o Irã.
No entanto, segundo o mesmo jornal, Asim, filho de Ahmad, negou que seu pai estivesse preso e assegurou que ele tinha saído de Islamabad para viajar para Karachi, embora o jornal não tenha conseguido localizá-lo.
Chohan, que presumivelmente foi o primeiro a ser detido, é uma pessoa muito próxima do especialista A.Q.Khan, considerado o "pai" do desenvolvimento nuclear paquistanês e que agora é o Assessor da Presidência para Assuntos Científicos.
Depois dele, no domingo passado, foi preso o diretor de laboratório da KRL, Faruk Ahmad, segundo o "The Nation".
O governo do Paquistão, em seus primeiros comentários sobre as supostas detenções, só afirmou que as informações sobre qualquer relação com o Irã em matéria nuclear são "maliciosas e sem fundamento".
O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores admitiu que os serviços secretos paquistaneses estão interrogando os funcionários da KRL para saber de onde procedem as notícias sobre as supostas detenções.