Os ataques de militantes que mataram 179 pessoas em Mumbai foram em parte planejados no Paquistão, e um inquérito foi aberto para levar os autores a julgamento, disse a principal autoridade do Ministério do Interior nesta quinta-feira.
As tensões aumentaram entre a Índia e o Paquistão desde o ataque realizado por dez homens armados na capital financeira indiana em novembro, apesar de os temores de um conflito entre as duas potências nucleares terem diminuído nas últimas semanas.
A Índia vem sustentando desde os ataques que o plano foi traçado no Paquistão. E vem impacientemente exigindo uma ação mais enérgica das autoridades paquistaneses contra militantes do grupo Laskhkar-e-Taiba, um grupo islâmico que os indianos acreditam ser responsável pelos atentados.
– Uma parte da conspiração tomou lugar no Paquistão – disse Rehman Malik, conselheiro do primeiro-ministro para o Interior, em uma coletiva de imprensa.
Rehman disse que Zaki-ur-Rehman Lakhvi, o suposto mentor, está preso. Malik disse que seis suspeitos estão detidos e outros dois, foragidos. Um dos presos foi levado de volta ao Paquistão desde a cidade espanhola de Barcelona.
Investigadores paquistaneses descobriram que alguns fundos transferidos da Itália e da Espanha foram usados para financiar o ataque, além de cartões telefônicos australianos. Ele citou ainda uma ligação com Houston, nos EUA.
Malik afirmou que os investigadores não conseguiram identificar os nove militantes mortos no ataque, apesar de confirmarem que o militante que conseguiu ser pego com vida é paquistanês.
Paquistão diz que ataques a Mumbai foram planejados no país
Quinta, 12 de Fevereiro de 2009 às 08:24, por: CdB