Rio de Janeiro, 14 de Maio de 2026

Paquistanês com documentos falsos é preso em Paris

Terça, 09 de Agosto de 2005 às 03:01, por: CdB

Um paquistanês, que tinha em seu poder cinco passaportes e cinco carteiras de motorista falsos, todos eles britânicos, foi detido no domingo passado no principal aeroporto de Paris, informa, nesta terça-feira, o jornal <i>Le Parisien</i>.

O homem, identificado como Mohammed Billal Yussaf, de 23 anos e residente em Brescia (Itália), procedia de Lahore (Paquistão), quando foi detido no aeroporto de Roissy-Charles de Gaulle, informou o jornal.

Acrescenta que o suspeito, desconhecido pelos serviços secretos, foi posto sob custódia policial nos locais de contra-espionagem francesa (DST) para interrogatório.

Três dos quatro terroristas dos atentados de 7 de julho em Londres eram de origem paquistanesa e foram ao Paquistão estudar em escolas corânicas.

Em um relatório confidencial terminado no final de junho passado e revelado ontem pelo Le Figaro, os serviços de informação da Polícia francesa assinalaram a ameaça de atentados no Reino Unido e preconizavam o acompanhamento da comunidade paquistanesa na França para evitar neste país "todo ato violento".

No documento, se indicava que "o Reino Unido segue sob a ameaça de projetos decididos no mais alto nível da Al Qaeda" que seriam "levados à prática por operacionais (que) se apoiariam em simpatias jihadistas no seio da importante comunidade paquistanesa do Reino Unido".

- A França não está a salvo deste tipo de grupos violentos" dados "os laços estreitos (familiares, comerciais ou associativos) entre a comunidade paquistanesa implantada na Grã-Bretanha e numerosos compatriotas que vivem na França -  ressaltava a nota centrada "na comunidade paquistanesa na França".

Nesta comunidade, integrada por entre 35 mil e 40 mil pessoas, haveria "várias centenas" de islâmicos radicais, acrescenta.

Os serviços de informação da Polícia francesa (RG) ressaltavam que o acompanhamento desta comunidade é "essencial para evitar todo ato violento" em território francês.

Várias centenas de paquistaneses que residem na França teriam adotado as teses desse grupo, e "escolhido a via do terrorismo e do salafismo para expressar seu ódio pelo Ocidente", indica a nota.

Após a divulgação do relatório pelo Le Figaro, fontes policiais assinalaram que se tratava de uma "investigação técnica" sobre os movimentos e redes terroristas paquistaneses e seus elementos mais radicais.

Apesar das referências ao Reino Unido, as fontes precisaram que "nossos serviços nunca tiveram nenhuma informação que permitisse vislumbrar a campanha de atentados" em Londres e "não havia ameaças precisas".

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