O papa Bento 16 voltou a defender nesta quinta-feira a abstinência sexual como a "melhor" forma de combater a disseminação da Aids.
- É de vital importância comunicar a mensagem de que a fidelidade no casamento e a abstinência, fora dele, são o melhor caminho para evitar infecções e para impedir a difusão do vírus da Aids, que aflige milhões de pessoas no continente africano -, afirmou.
O pontífice fez a declaração em discurso aos embaixadores de Dinamarca, Síria, Quirguistão, Lesoto, Moçambique e Uganda junto à Santa Sé, durante a cerimônia de entrega das credenciais aos diplomatas, no Palácio Apostólico do Vaticano. Uma eventual mudança na postura da Igreja em relação à proibição do uso de preservativos depende do pontífice, que deverá analisar em breve um estudo do Vaticano encomendado por ele sobre o uso de preservativos.
Na cerimônia com os embaixadores, Bento 16 se dirigiu especificamente ao novo representante de Lesoto junto ao Vaticano, Makase Nyaphisi, para manifestar a intenção de ajudar o país.
- Desejo assegurar o compromisso da Igreja Católica em fazer tudo o que for possível para ajudar as pessoas aflitas por essa doença cruel -, disse o pontífice.
A Igreja Católica é contrária ao uso de anticoncepcionais para o controle da natalidade, e de preservativos como método de prevenção contra a Aids. Recentemente, porém, especulou-se sobre a possibilidade de uma abertura da Igreja Católica quanto ao uso do preservativo no combate à Aids.
O papa havia encomendado um estudo a respeito disso para o Ministério da Saúde do Vaticano que, depois de consultar especialistas, preparou um documento de cerca 200 páginas que foi entregue à Congregação para a Doutrina da Fé no final de novembro.