Rio de Janeiro, 03 de Novembro de 2026

Papa terá maior recepção do governo Bush no dia em que completa 81 anos

Uma salva com 21 tiros, uma recepção para mais de 9 mil pessoas e uma apresentação da soprano Kathleen Battle são alguns dos destaques da suntuosa recepção que a Casa Branca destinou ao papa Bento XVI. (Leia Mais)

Quarta, 16 de Abril de 2008 às 05:19, por: CdB

Uma salva com 21 tiros, uma recepção para mais de 9 mil pessoas e uma apresentação da soprano Kathleen Battle são alguns dos destaques da suntuosa recepção que a Casa Branca destinou ao papa Bento XVI,  nesta quarta-feira. Será a maior recepção já destinada a um chefe de Estado pelo presidente Bush em todo o seu mandato. O Papa completou 81 anos nesta quarta-feira.

O Papa chegou, nesta terça-feira, a Washington por volta das 17h. Durante a viagem rumo aos EUA, já no avião, Bento XVI disse que o escândalo de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos americanos foi "uma vergonha".

A multidão aguardada para o evento superará à daquela que, até então, havia sido a maior recepção já realizada no mandato de Bush, a destinada à rainha Elizabeth II, no ano passado, quando a Casa Branca abrigou 7 mil pessoas.

A deferência demonstrada por Bush ao sumo-pontífice já teve início na chegada de Bento XVI, na terça-feira.

O líder norte-americano foi pessoalmente à base militar Andrews, em Maryland, o Estado vizinho à capital norte-americana, para recepcioná-lo, prática que ele nunca reservou a nenhum outro dignatário internacional em seu mandato. O presidente dos Estados Unidos e o papa compartilham de uma série de ideais, entres eles a condenação ao aborto, às pesquisas com células-tronco e à defesa da abstinência como forma de combate à Aids.

Em uma recente entrevista, Bush frisou que ele e o papa ''acreditam que existe o certo e um errado na vida e que o relativismo moral tem o perigo de minar a capacidade de termos socieades mais eperançosas e livres''.

Mas Bento XVI e Bush divergem em tópicos como o embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, a pena de morte e a Guerra do Iraque. Em 2004, os eleitores católicos ajudaram a reconduzir Bush à Casa Branca, tendo optado por ele, em detrimento ao rival democrata, John Kerry, que é católico.

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