O papa João Paulo II disse nesta terça-feira que quando um missionário ajuda um povo que sofre está ajudando também seus próprios povos a sair da estreiteza do egoísmo, da vaidade e de comportamentos muitas vezes indignos.
O pontífice fez as declarações diante dos participantes da assembléia geral das Obras Missionárias Pontifícias, os quais recebeu no Vaticano. O Bispo de Roma acrescentou que não se trata simplesmente de dar esmola, mas de cumprir um dever inato na identidade cristã, que é o de ajudar os necessitados.
O papa ressaltou o trabalho dos missionários nestes tempos tumultuosos e disse que a esperança que oferecem é a que nasce da morte e ressurreição de Cristo. Por isso, prosseguiu o papa, os missionários devem ter uma especial consideração por aqueles povos do mundo onde a dor da necessidade são maiores: os do terceiro mundo.
O pontífice acrescentou que são os cirineus que ajudam o Salvador a levar sua cruz em toda pessoa que sofre e morre. ''Vós sois autênticos missionários em um mundo globalizado, no qual o sofrimento pela Verdade e a Justiça ultrapassa todos os confins nacionais'', ressaltou.