O papa João Paulo II ressaltou que cada ano o período da Quaresma convida aos fiéis a seguir a Cristo e o mistério de sua oração, "fonte de luz e força" nas horas difíceis". Ele acrescentou que a reza "significa submergir-se com o espírito de Deus em atitude de humilde adesão a sua vontade", em um abandono do que surge "uma luz interior que transfigura ao homem e o converte em testemunha da Ressurreição".
Ante os milhares de fiéis reunidos para a reza dominical do Ângelus na Praça de São Pedro do Vaticano, o Santo Padre lembrou como neste segundo domingo de Quaresma se lembra a Transfiguração de Cristo enquanto rezava no alto de um monte, "imerso no diálogo íntimo e profundo de Deus pai", como narram os Evangelhos. Depois da reza, o Pontífice assinalou que durante a semana de exercícios espirituais que ontem finalizou, não esqueceu a dolorosa situação existente em alguns países africanos, no Oriente Médio e "sobretudo na Terra Santa e no Iraque".
Disse que "nossos irmãos sofrem por atos inaceitáveis de violência e terrorismo", por isso pediu rezar por eles e convidou a embocar "o caminho do perdão e a reconciliação". O papa Wojtyla, que leu hoje sua alocução com voz clara e forte, cumprimentou a vários grupos de peregrinos presentes, entre eles aos procedentes das paróquias de Madri e Móstoles (nos arredores da capital espanhola). "Convido a todos a viver intensamente o caminho quaresmal, para chegar ao gozo e a graça da Páscoa".