Rio de Janeiro, 21 de Setembro de 2026

Papa pede fim de "espiral da morte"

Com expressão fechada, o papa Francisco fez neste sábado um apelo aos líderes mundiais para impedir o aprofundamento do conflito na Síria, pedindo que retirem a humanidade de uma "espiral de sofrimento e morte".

Domingo, 08 de Setembro de 2013 às 08:05, por: CdB
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Papa Francisco durante oração na Praça de São Pedro, no Vaticano
Com expressão fechada, o papa Francisco fez  um apelo aos líderes mundiais para impedir o aprofundamento do conflito na Síria, pedindo que retirem a humanidade de uma "espiral de sofrimento e morte". Francisco, que há dois dias classificou como "inútil" uma eventual solução militar na Síria, convocou os cerca de 1,2 bilhão de católicos do mundo para um dia mundial de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo. - Violência e guerra conduzem somente à morte, falam de morte! Violência e guerra são a linguagem da morte! - afirmou Francisco durante uma jornada de orações com cinco horas de duração, diante de dezenas de milhares de pessoas na Praça São Pedro, no Vaticano. Os Estados Unidos e a França estão planejando realizar uma ação militar contra a Síria para punir o presidente Bashar al-Assad por um ataque com armas químicas em 21 de agosto, no qual morreram centenas de pessoas. O governo Assad nega ter sido o responsável pela ação. A jornada foi pontuada por música, orações, a reza do terço e longos períodos de silêncio, durante os quais se pedia aos participantes que meditassem sobre a necessidade de paz para subjugar a destruição da guerra. - Nós temos aperfeiçoado nossas armas, nossa consciência está adormecida e nós afiamos nossas ideias para nos justificarmos. Como se fosse normal, continuamos a semear destruição, dor e morte! - disse Francisco, que vestia sua batina branca simples em vez dos trajes cerimoniais. - Neste ponto eu me pergunto: é possível mudar o rumo? Podemos sair desta espiral de sofrimento e morte? Podemos aprender de novo a caminhar e viver nos caminhos da paz? - disse. O papa pediu então que "cada um de nós, do menor ao maior, incluindo aqueles chamados para governar nações, que respondessem: 'Sim, nós queremos isso!'". Com expressão fechada, o papa Francisco fez neste sábado um apelo aos líderes mundiais para impedir o aprofundamento do conflito na Síria, pedindo que retirem a humanidade de uma "espiral de sofrimento e morte". Francisco, que há dois dias classificou como "inútil" uma eventual solução militar na Síria, convocou os cerca de 1,2 bilhão de católicos do mundo para um dia mundial de oração e jejum pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo. - Violência e guerra conduzem somente à morte, falam de morte! Violência e guerra são a linguagem da morte! - afirmou Francisco durante uma jornada de orações com cinco horas de duração, diante de dezenas de milhares de pessoas na Praça São Pedro, no Vaticano. Os Estados Unidos e a França estão planejando realizar uma ação militar contra a Síria para punir o presidente Bashar al-Assad por um ataque com armas químicas em 21 de agosto, no qual morreram centenas de pessoas. O governo Assad nega ter sido o responsável pela ação. A jornada foi pontuada por música, orações, a reza do terço e longos períodos de silêncio, durante os quais se pedia aos participantes que meditassem sobre a necessidade de paz para subjugar a destruição da guerra. - Nós temos aperfeiçoado nossas armas, nossa consciência está adormecida e nós afiamos nossas ideias para nos justificarmos. Como se fosse normal, continuamos a semear destruição, dor e morte! - disse Francisco, que vestia sua batina branca simples em vez dos trajes cerimoniais. - Neste ponto eu me pergunto: é possível mudar o rumo? Podemos sair desta espiral de sofrimento e morte? Podemos aprender de novo a caminhar e viver nos caminhos da paz? - disse. O papa pediu então que "cada um de nós, do menor ao maior, incluindo aqueles chamados para governar nações, que respondessem: 'Sim, nós queremos isso!'". Quando anunciou a jornada de vigília, no domingo passado, Francisco pediu aos católicos de todo o mundo que rezassem e jejuassem e convidou membros de outras religiões a tomar parte de algum modo que achassem condizente, na esperança de que uma guerra maior pudesse ser evitada. - Isso é muito assustador, muito assustador - afirmou Lennie Tallud, funcionária de um laboratório de análises clínicas que visitava a catedral de St. Patrick, em Nova York. Quando indagada se achava que as orações fariam diferença, ela respondeu: "Certamente, claro. Sem dúvida. Acho que faz 100 % !" Yaha Pallavicini, líder da comunidade muçulmana na Itália, esteve presente ao serviço religioso no Vaticano, com outras pessoas de sua fé. - Rezar pela intenção de paz é algo que só pode ajudar a fraternidade e, Deus queira, evitar mais guerra - disse ele à agência de notícias Reuters. "Como muçulmanos que querem paz, temos de trabalhar para que os valores da fé e do diálogo prevaleçam sobre a destruição de povos."
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